Júlia mordia o lábio inferior, concentrada na sua tarefa. Com um pequeno martelo de metal, ela golpeava os bifes de carne bovina que seriam servidos no almoço. Não estava acostumada a comer carne, muito menos bifes tão bonitos e grandes. As poucas vezes em que dona Marilza comprava carne, que não fossassem retalhos ou moída, ela passava vários minutos batendo para as fibras amaciarem. — Não precisa bater tanto, Júlia, os bifes servidos aqui são sempre de primeira. O açougueiro separa o melhor filé. — Disse Daniela enxugando as mãos no pano de prato de carregava pendurado no ombro. — Eu já terminei de bater, nunca vi tanta carne junta! — Lavou as mãos Daniela passou-lhe o pano de prato para enxugar. — O que mais quer que eu faça? — O arroz está no fogo, a polenta e a salada de legumes es

