Júlia estava ansiosa, a perna sacudia por baixo da mesa da cozinha enquanto descascava as batatas para o almoço. Aos sábados, a sede costumava ficar mais cheia de membros, jovens tatuados zanzando de um lado para o outro pela propriedade dos Scorpions. Palavrões e gargalhadas se faziam ouvir desde outros cômodos, especialmente da garagem/oficina e da sala de ginástica. O ronco de motocicletas e carros também era de praxe, se havia algo em comum a todos os jovens daquela gangue era a paixão por automóveis. Compravam carcaças de carros danificados e batidos que eram reformados com peças de carros roubados por eles mesmos em municípios vizinhos. Assim, podiam desfilar com "carangos tinindo" sem serem pegos pela polícia, afinal, tinham toda documentação necessária. E eles adoravam desfilar c

