POV DE EDUARD. É difícil fazê-la acreditar em tudo o que digo. Ela se recusa a acreditar que a criança que cresce dentro dela é dela e minha. Continua convencida de que pertence à mãe dela. Não sei de onde tiro tanta paciência para suportar seus golpes e birras. Se ela tivesse me batido em outra ocasião ou em outras circunstâncias, eu a teria punido. Embora eu possa puni-la com o chicote da felicidade por bater nos meus gêmeos. — Sim, eu pago mensalmente para qualquer necessidade que você tenha. Eu era até o seu representante. Por que você acha que, em todos os seus anos de escola, nunca precisou pedir ao seu pai para comparecer às reuniões? — Meu representante? Ela inclina a cabeça, sem acreditar no que estou dizendo. Ela dispara palavras que acha que vão me ferir, mas não sabe que de

