A mansão onde a festa aconteceria era afastada, quase escondida no topo de uma colina, cercada por vegetação densa e um portão de ferro que rangia quando se abria. Tudo nela gritava ostentação e, ao mesmo tempo, algo sombrio demais para ser ignorado. Helena hesitou diante do espelho antes de sair. O vestido preto colado no corpo, com f***a lateral e decote profundo, não era a escolha mais segura — mas ela queria mostrar que não estava derrotada. Queria provar, nem que fosse para si mesma, que ainda tinha algum controle da própria vida. — Só uma festa... — sussurrou para o reflexo, como se repetindo isso o medo diminuísse. O convite, com letras douradas e um tom quase cerimonial, dizia: “Em honra à nova fase da nossa musa, Helena.” Soava como homenagem, mas algo nela desconfiava — e não

