O Jogo das Sombras

1559 Words

A estrada parecia interminável. A chuva castigava o para-brisa como se o céu inteiro quisesse impedir Thiago de chegar ao destino. O som dos pneus cortando a água misturava-se ao ruído distante dos trovões. Mas ele não diminuía a velocidade. Cada segundo era uma tortura, cada lembrança uma ferida aberta. O GPS piscava, o sinal falhava, mas o endereço que Mara havia deixado era claro: Armazém 17, zona portuária, km 32. Um lugar onde o vento sempre cheirava a ferrugem e abandono. O relógio marcava quase meia-noite quando ele parou o carro a alguns metros do portão enferrujado. Tudo estava escuro, exceto por uma luz fraca vinda de dentro do galpão. Ele respirou fundo, o corpo rígido. Sabia que não podia se deixar levar pela raiva — não agora. Precisava de foco. De precisão. Mas

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