A mansão Nogueira fervilhava de vozes, música e perfumes caros. As luzes das velas cintilavam nas mesas como se fingissem i********e em meio à ostentação. Eu estava ali, parada perto da escadaria, com um vestido que m*l cobria minhas coxas, uma taça de espumante pela metade na mão, e um coração que batia por quem não devia. — Você está linda. — Dario se aproximou por trás, sorrindo. Ele usava uma camisa branca com os dois primeiros botões abertos, e os olhos verdes faiscavam com uma sinceridade que doía. — Eu quero te apresentar a alguns amigos. Assenti com a cabeça, sorrindo sem mostrar os dentes. Fui com ele até o jardim interno, onde a piscina refletia a lua como se fosse um espelho quebrado. As pessoas conversavam alto, gargalhavam e brindavam. Eu ouvia, mas não escutava. Só consegui

