O dia começou frio, mas, para ela, havia algo ainda mais gelado no ar: a lembrança da noite anterior e da maneira como ele a dominara, física e emocionalmente. Cada toque, cada gesto, cada provocação estava gravado na memória, e o simples pensamento fazia o corpo reagir contra sua própria vontade. Ela entrou no prédio da empresa, tentando aparentar normalidade, mas cada passo parecia um esforço sobre-humano. Respirou fundo, ajustando a postura, lembrando-se do mantra que vinha repetindo: não vou ceder, não vou ceder. O problema é que ele estava ali, parado diante da entrada do elevador, o olhar fixo nela, como se tivesse esperado exatamente por aquele momento. A tensão imediata a fez estremecer. — Bom dia, docinho. — a voz dele era baixa, rouca, e carregava a provocação de sempre. — Bo

