O dia começou pesado, com uma tensão quase tangível no ar. Ela caminhava pelo corredor da empresa com passos firmes, mas cada gesto denunciava a inquietação que sentia por dentro. Sabia que ele estava lá, observando, calculando cada reação dela, pronto para desafiar seu autocontrole e despertar emoções que ela tentava, em vão, reprimir. A proximidade dele era inevitável; cada encontro, cada olhar, cada toque prometia intensidade, desejo e confronto. Ele surgiu diante dela sem aviso, o ar dominante que sempre a deixava sem fôlego. — Bom dia — disse, a voz baixa e firme, os olhos percorrendo cada centímetro dela como se pudesse decifrar pensamentos e medos. — Parece que está carregando algo mais do que a rotina habitual. — Bom dia — respondeu ela, mantendo a postura, embora o coração acele

