O ar pesado, carregado de lembranças da noite anterior, de cada toque, cada olhar, cada gesto que Lucas Almeida tinha usado para testar os limites de Sofia. Mesmo antes de sair do apartamento, o corpo dela reagia às memórias, os lábios ainda recordando a sensação de proximidade, os braços lembrando o calor do contato que eles haviam compartilhado sem nunca se entregar totalmente. Rafaela, sempre perspicaz, notou imediatamente a tensão. — Você está… elétrica — disse, aproximando-se, os olhos brilhando de malícia. — Ele conseguiu de novo. Sofia respirou fundo, tentando aparentar calma. — Não é bem assim — murmurou, enquanto trançava os dedos, tentando recuperar a compostura. — Mas ele sabe exatamente o que faz com cada reação minha, não é possível ignorar. — E você não quer ignorar, nem c

