O silêncio no corredor era quase ensurdecedor, preenchido apenas pelo som distante de passos apressados de outros funcionários e pelo tique-taque de um relógio na parede. Sofia segurava o celular com força, os dedos trêmulos, enquanto tentava processar tudo o que havia acontecido no encontro com Lucas. A tensão do dia anterior ainda vibrava em seu corpo, e cada lembrança do toque dele, da provocação e do olhar penetrante, fazia seu coração disparar de novo. Ela respirou fundo, tentando se organizar. Precisava focar. O trabalho estava acumulado, os prazos apertados, e ainda assim, cada canto daquele corredor parecia ecoar a presença de Lucas, como se ele estivesse ali, invisível, apenas aguardando o momento certo para atacá-la com aquela mistura de desejo e controle que ela tanto temia. —

