O ambiente ainda carregava o calor de cada respiração contida. Lucas permanecia perto da porta, o corpo tenso, como se cada movimento pudesse quebrar o equilíbrio precário entre eles. Sofia sentia o ar vibrar, pesado, quase sufocante. O espaço entre eles não era apenas físico — era um campo de batalha invisível, onde orgulho e desejo se confrontavam sem trégua. — Por que continua aqui? — a voz dela saiu firme, mas o coração denunciava a mentira. Tremia, mas não queria mostrar. — Você já disse tudo que tinha que dizer. Não há mais nada. Ele deu um passo em direção a ela, medido, quase c***l. O olhar varria cada centímetro de seu corpo, e Sofia sentiu um arrepio percorrer a espinha. — Eu não saí porque não posso — respondeu ele, rouco, intenso. — E você sabe disso. Ela respirou fundo, ten

