Sofia, não conseguiu dormir naquela noite. Cada lembrança de Lucas Almeida — o toque, o sussurro, o olhar carregado de intenções — girava em sua mente como uma melodia obsessiva. A cada vez que fechava os olhos, revivia a cena do escritório, o calor do corpo dele, a proximidade, o controle. Era como se ele tivesse plantado algo em seu peito que agora pulsava em ritmo próprio, tirando-lhe o sossego. Ela levantou, caminhou até a varanda do apartamento e observou a cidade iluminada. O vento frio tocava sua pele quente, mas não bastava para apagar o incêndio que ele deixara. O ódio e o desejo se misturavam em uma combinação explosiva que ela já não sabia como lidar. Rafaela apareceu com uma xícara de café, sonolenta. — De novo sem dormir? — perguntou, entregando-lhe a caneca. — Você está pio

