Melissa e Bia:
— Olha Bianca, como o meu pai sempre diz. Ninguém nunca vai ter pena de você, então, se o que te incomoda cair no chão. Pisa! E só para de esmagar, a hora que estiver morta. É isso que eu queria fazer com aquela bruxa da minha madrasta.
Bianca: você tem horas que me assusta, sabia? Parece o meu irmão falando! Ela ri, arrumando a mala.
Melissa: falando nisso. Você nunca fala nele! Como ele é? Do jeito que você fala, parece que ele é gato, e másculo.
— M@l! Bianca fala revirando os olhos.
— Ai, Bianca! Tô perguntando como ele é no físico! Se é gatinho, se é velho, essas coisas, eu já sei que ele é perigoso, e que muita gente quer a cabeça dele! Eu falo suspirando fundo.
— Como você sabe disso? Bianca fala curiosa.
— Não sei, eu deduzi, pelo que você falou. Ou você já me disse isso. Foi isso. Você já me disse isso. Eu falo tentando desconversar o assunto.
— AH! Para mim ele já é um idoso! Mas como você curte uma melhor idade, penso que você ia achar ele é gatinho. Ela fala bufando.
— kkkkkk! Jogo um travesseiro nela. — Idi*ota! To falando sério!
— Ele tem 25 anos. Ela responde entre os dentes.
— Não e tão velho! Eu falo com um sorriso malicioso.
— Mel, você tem 16 anos! Ele é velho sim! E outra, Enzo não é um homem que mereça a atenção de alguém, principalmente uma virgem como você! Bianca fala fechando a mala.
— Nome meio cafona, né! Mas é gatinho? Eu falo sentando na minha mala, tentando fechar.
— É! Ele é gato, mas já te disse que ele não vale a pena! Enzo nunca, vai ser nem de perto o príncipe encantando que você imagina nessa sua cabecinha oca.
— Uhhh, gostei, se é gato, já me interessei! Que dia vai me levar para conhecer? Eu falo empolgada.
— Não sei, talvez um dia! Mel, o Enzo é tipo vilão, sabe? Ele é o que encanta as mocinhas, e depois joga fora! Eu nunca ia deixar você ficar com ele! Bia fala irritada, e eu debocho.
— Umm, isso tá parecendo ciúmes! Eu falo fazendo cosquinhas nela.
— Para! Não é ciúmes! É por que você é a minha melhor amiga! Minha irmã! É o que eu tenho de mais próximo em ter alguém. E ele ... Ele, é ele! Bianca fala suspirando fundo, e eu fico meio sem entender o que ela quis dizer com isso. — Você é muito estranha, Bianquinha! Tá pior que eu! Sempre parece ter um mistério! Um segredo! Vai amanhã lá para casa que horas?
— A tarde! Eu tenho que esperar ter alguém para me levar. Bia fala com a voz triste.
— Não vai muito tarde, se não, você já viu! Não vai dar tempo da gente se arrumar. E o gatinho do Dominique vai estar lá. Eu quero estar linda para mostrar para aquele b*abaca, quem sou eu.
— Ah para Mel, você fica cozinhando o cara! Ele está deis do começo do ano, correndo atrás de você. E você não dá a mínima para ele, uma hora cansa dessa brincadeira, você sempre acha que todo mundo vai levar na esportiva, você fazer de palhaço.
— UE, não tenho culpa se a concorrência ganha! E aqui é assim, a oferta do outro é melhor, perdeu!
— Você é podre! Bianca fala revirando os olhos.
— Kkkkkkkkk. Eu caio na gargalhada.
— Senhorita Bianca! Alice entra no quarto.
— Alicinha do meu coração, vai sentir falta da gente! Eu falo fazendo biquinho.
— Kkkkkk, falta ? Você pode enganar os outros, Melissa, mais a mim não. Te conheço deis de quando entrou nesse colégio! Sei do que é capaz! E a Bianca deveria parar de te acompanhar, porque você não tem nada de bom para ensinar para alguém!
— Nossa, assim fica parecendo que eu sou uma bruxa! E eu sou um anjo! Eu faço carinha de quem vai chorar.
— Bruxa você não é! Mas quando quer, pode ser má! Você armou, tudo não foi? Ela fala arqueando a sobrancelha.
— Não sei do que você está falando! Eu falo me virando para a minha mala e fingindo que estou arrumando.
— Sabe, claro que sabe. Mas você sente prazer em fazer o m*al! Faz isso porque gosta. Foi você que armou para o professor Eduardo, para que ele fosse demitido. Apenas porque ele disse que ia reprovar você. Agora anda Bianca, vieram te buscar! E seu motorista chegou Melissa!
— Olha, na minha defesa eu tenho que dizer que não tenho nada com isso. Eu não tenho culpa se o professor gosta de ficar se pegando com aluna pelas salas. Então, você não tem provas e é bom parar de me acusar. Eu abaixo e pego a minha mala. — Poxa, até que enfim, achei que ia ser esquecida aqui! Eu falo entre os dentes. — Anda, às duas! Alice fala, batendo palmas.
— Nossa que pressa, estamos indo! Vou sentir saudades, AMIGA! Eu falo correndo até a Bianca e abraçando ela.
— Eu também! Ainda bem que amanhã chega logo! Bianca fala com um sorriso.
— Verdade! Eu respondo em seguida, concordando que amanhã vamos nos ver novamente.
— Vocês não vão tirar esses uniformes? Alice pergunta arqueando a sobrancelha.
— E perder mais tempo nessa prisão? Nem pensar! Bianca responde ironicamente.
— Então anda, vamos! Alice pega as malas, maiores.
Vamos de mãos dadas até os carros.
— Te amo! Eu falo com a Bianca assim que chegamos do lado de fora.
— Eu também Te amo! Até amanhã! Bia fala e entra dentro do carro.
— Até. Eu dou tchau pelo vidro. E o carro sai.
Enzo:
— Foram buscar a Bianca? Eu falo enquanto estou conferindo um carregamento de droga, é só comprimido, que eu distribuo para quase todas boates do Rio de janeiro. Os riquinhos se amarram nessa por*ra.
— Já! Conferi cedo! Essa hora já pegaram ela. Jp, fala, encostado num canto chupando uma laranja.
— Beleza! Já escalou a segurança dela? Quem vai ficar na cola dela? Não quero ela desfilando por aí.
— Cara, tu sabe que ela não curte isso! Dá, uma folga, Enzo! Toda vez que ela vem, você vira o cap*eta, porque sempre arruma guerra com ela. Os caras já estão tremendo na base, só de saber que ela está chegando.
— Jp, eu dou trégua para ela, mais Bianca parece que não entende, que tem coisas que não dá. Ela não entende, e acha que pode desfilar por aí. Ela esquece quem ela é.
— Então eu vou fazer a segurança dela! JP, fala vindo na minha direção.
— Você? Eu falo questionando o que ele acabou de dizer, pensando com isso pode dar certo.
— Eu! Por quê? Qual o problema?
— Jp, você é o sub chefe dessa p0rra toda, vai fazer segurança de menina mimada? Tá de s*******m né?
— Eu só não quero esse morro de cabeça pra baixo! Toda vez que ela vem é isso! Morre uns cinco, só porque peidou e você acha que fedeu demais.
— Beleza! Se você acha que assim é melhor. Faz! To saindo, e volto mais tarde. Eu falo, fechando as caixas de mercadoria.
— Vai aonde? Jp, pergunta arqueando a sobrancelha.
— Ver umas paradas particular! Tenho que te falar onde eu vou agora? Tu virou a minha mulher agora?
— Você não faz o meu tipo! Se fosse para comer homem, eu não ia querer um bu*nda seca igual a sua. Agora, se tu tiver afim de pagar uma para mim. Um bom boqu*ete a gente nunca dispensa, porque o que conta é a boca, outro dia peguei uma neguinha sem dente, mas aí eu pensei! Melhor ainda! Risco 0 de ela me morder.
— kkkkkk, você tinha que fazer comédia, isso sim! Eu subo na moto e saio.
Uma coisa ter estudo me trouxe de bom! Trafico da dinheiro? Sim. Mas não deixa ninguém rico! Então ter um pouco de conhecimento, permitiu-me encontrar as pessoas certas! O morro é minha casa, meu domínio. Mas não me impede de ter alguns negócios fora! Vou até o pé do morro. E deixo a moto para pegar o carro. — Não precisa me seguir! Vou sozinho! Eu falo me virando para o comboio que sempre me segue.
— Sim, senhor! E ele voltam para dentro das vielas. Eu saio do morro. Nem Jp sabe que tenho negócios fora! Na verdade, sabe, mais eu não quero envolver ele nisso. São pessoas perigosas e prefiro não envolver ele, JP está acostumado a lhe dar com pm. Para ele, perigoso é o Bope. A vida do JP é o morro!
Em Magé tenho uma refinaria. Lá produzimos, embalamos, e transportamos, para vários lugares do mundo. Tudo é feito lá! Estudamos o melhor jeito para droga ser distribuida e sair do Brasil. E assim ficamos, não gosto de falar, rico! Mas acumulador de dinheiro, eu diria!