Episódio 4

1517 Words
Melissa e Bia: — Olha Bianca, como o meu pai sempre diz. Ninguém nunca vai ter pena de você, então, se o que te incomoda cair no chão. Pisa! E só para de esmagar, a hora que estiver morta. É isso que eu queria fazer com aquela bruxa da minha madrasta. Bianca: você tem horas que me assusta, sabia? Parece o meu irmão falando! Ela ri, arrumando a mala. Melissa: falando nisso. Você nunca fala nele! Como ele é? Do jeito que você fala, parece que ele é gato, e másculo. — M@l! Bianca fala revirando os olhos. — Ai, Bianca! Tô perguntando como ele é no físico! Se é gatinho, se é velho, essas coisas, eu já sei que ele é perigoso, e que muita gente quer a cabeça dele! Eu falo suspirando fundo. — Como você sabe disso? Bianca fala curiosa. — Não sei, eu deduzi, pelo que você falou. Ou você já me disse isso. Foi isso. Você já me disse isso. Eu falo tentando desconversar o assunto. — AH! Para mim ele já é um idoso! Mas como você curte uma melhor idade, penso que você ia achar ele é gatinho. Ela fala bufando. — kkkkkk! Jogo um travesseiro nela. — Idi*ota! To falando sério! — Ele tem 25 anos. Ela responde entre os dentes. — Não e tão velho! Eu falo com um sorriso malicioso. — Mel, você tem 16 anos! Ele é velho sim! E outra, Enzo não é um homem que mereça a atenção de alguém, principalmente uma virgem como você! Bianca fala fechando a mala. — Nome meio cafona, né! Mas é gatinho? Eu falo sentando na minha mala, tentando fechar. — É! Ele é gato, mas já te disse que ele não vale a pena! Enzo nunca, vai ser nem de perto o príncipe encantando que você imagina nessa sua cabecinha oca. — Uhhh, gostei, se é gato, já me interessei! Que dia vai me levar para conhecer? Eu falo empolgada. — Não sei, talvez um dia! Mel, o Enzo é tipo vilão, sabe? Ele é o que encanta as mocinhas, e depois joga fora! Eu nunca ia deixar você ficar com ele! Bia fala irritada, e eu debocho. — Umm, isso tá parecendo ciúmes! Eu falo fazendo cosquinhas nela. — Para! Não é ciúmes! É por que você é a minha melhor amiga! Minha irmã! É o que eu tenho de mais próximo em ter alguém. E ele ... Ele, é ele! Bianca fala suspirando fundo, e eu fico meio sem entender o que ela quis dizer com isso. — Você é muito estranha, Bianquinha! Tá pior que eu! Sempre parece ter um mistério! Um segredo! Vai amanhã lá para casa que horas? — A tarde! Eu tenho que esperar ter alguém para me levar. Bia fala com a voz triste. — Não vai muito tarde, se não, você já viu! Não vai dar tempo da gente se arrumar. E o gatinho do Dominique vai estar lá. Eu quero estar linda para mostrar para aquele b*abaca, quem sou eu. — Ah para Mel, você fica cozinhando o cara! Ele está deis do começo do ano, correndo atrás de você. E você não dá a mínima para ele, uma hora cansa dessa brincadeira, você sempre acha que todo mundo vai levar na esportiva, você fazer de palhaço. — UE, não tenho culpa se a concorrência ganha! E aqui é assim, a oferta do outro é melhor, perdeu! — Você é podre! Bianca fala revirando os olhos. — Kkkkkkkkk. Eu caio na gargalhada. — Senhorita Bianca! Alice entra no quarto. — Alicinha do meu coração, vai sentir falta da gente! Eu falo fazendo biquinho. — Kkkkkk, falta ? Você pode enganar os outros, Melissa, mais a mim não. Te conheço deis de quando entrou nesse colégio! Sei do que é capaz! E a Bianca deveria parar de te acompanhar, porque você não tem nada de bom para ensinar para alguém! — Nossa, assim fica parecendo que eu sou uma bruxa! E eu sou um anjo! Eu faço carinha de quem vai chorar. — Bruxa você não é! Mas quando quer, pode ser má! Você armou, tudo não foi? Ela fala arqueando a sobrancelha. — Não sei do que você está falando! Eu falo me virando para a minha mala e fingindo que estou arrumando. — Sabe, claro que sabe. Mas você sente prazer em fazer o m*al! Faz isso porque gosta. Foi você que armou para o professor Eduardo, para que ele fosse demitido. Apenas porque ele disse que ia reprovar você. Agora anda Bianca, vieram te buscar! E seu motorista chegou Melissa! — Olha, na minha defesa eu tenho que dizer que não tenho nada com isso. Eu não tenho culpa se o professor gosta de ficar se pegando com aluna pelas salas. Então, você não tem provas e é bom parar de me acusar. Eu abaixo e pego a minha mala. — Poxa, até que enfim, achei que ia ser esquecida aqui! Eu falo entre os dentes. — Anda, às duas! Alice fala, batendo palmas. — Nossa que pressa, estamos indo! Vou sentir saudades, AMIGA! Eu falo correndo até a Bianca e abraçando ela. — Eu também! Ainda bem que amanhã chega logo! Bianca fala com um sorriso. — Verdade! Eu respondo em seguida, concordando que amanhã vamos nos ver novamente. — Vocês não vão tirar esses uniformes? Alice pergunta arqueando a sobrancelha. — E perder mais tempo nessa prisão? Nem pensar! Bianca responde ironicamente. — Então anda, vamos! Alice pega as malas, maiores. Vamos de mãos dadas até os carros. — Te amo! Eu falo com a Bianca assim que chegamos do lado de fora. — Eu também Te amo! Até amanhã! Bia fala e entra dentro do carro. — Até. Eu dou tchau pelo vidro. E o carro sai. Enzo: — Foram buscar a Bianca? Eu falo enquanto estou conferindo um carregamento de droga, é só comprimido, que eu distribuo para quase todas boates do Rio de janeiro. Os riquinhos se amarram nessa por*ra. — Já! Conferi cedo! Essa hora já pegaram ela. Jp, fala, encostado num canto chupando uma laranja. — Beleza! Já escalou a segurança dela? Quem vai ficar na cola dela? Não quero ela desfilando por aí. — Cara, tu sabe que ela não curte isso! Dá, uma folga, Enzo! Toda vez que ela vem, você vira o cap*eta, porque sempre arruma guerra com ela. Os caras já estão tremendo na base, só de saber que ela está chegando. — Jp, eu dou trégua para ela, mais Bianca parece que não entende, que tem coisas que não dá. Ela não entende, e acha que pode desfilar por aí. Ela esquece quem ela é. — Então eu vou fazer a segurança dela! JP, fala vindo na minha direção. — Você? Eu falo questionando o que ele acabou de dizer, pensando com isso pode dar certo. — Eu! Por quê? Qual o problema? — Jp, você é o sub chefe dessa p0rra toda, vai fazer segurança de menina mimada? Tá de s*******m né? — Eu só não quero esse morro de cabeça pra baixo! Toda vez que ela vem é isso! Morre uns cinco, só porque peidou e você acha que fedeu demais. — Beleza! Se você acha que assim é melhor. Faz! To saindo, e volto mais tarde. Eu falo, fechando as caixas de mercadoria. — Vai aonde? Jp, pergunta arqueando a sobrancelha. — Ver umas paradas particular! Tenho que te falar onde eu vou agora? Tu virou a minha mulher agora? — Você não faz o meu tipo! Se fosse para comer homem, eu não ia querer um bu*nda seca igual a sua. Agora, se tu tiver afim de pagar uma para mim. Um bom boqu*ete a gente nunca dispensa, porque o que conta é a boca, outro dia peguei uma neguinha sem dente, mas aí eu pensei! Melhor ainda! Risco 0 de ela me morder. — kkkkkk, você tinha que fazer comédia, isso sim! Eu subo na moto e saio. Uma coisa ter estudo me trouxe de bom! Trafico da dinheiro? Sim. Mas não deixa ninguém rico! Então ter um pouco de conhecimento, permitiu-me encontrar as pessoas certas! O morro é minha casa, meu domínio. Mas não me impede de ter alguns negócios fora! Vou até o pé do morro. E deixo a moto para pegar o carro. — Não precisa me seguir! Vou sozinho! Eu falo me virando para o comboio que sempre me segue. — Sim, senhor! E ele voltam para dentro das vielas. Eu saio do morro. Nem Jp sabe que tenho negócios fora! Na verdade, sabe, mais eu não quero envolver ele nisso. São pessoas perigosas e prefiro não envolver ele, JP está acostumado a lhe dar com pm. Para ele, perigoso é o Bope. A vida do JP é o morro! Em Magé tenho uma refinaria. Lá produzimos, embalamos, e transportamos, para vários lugares do mundo. Tudo é feito lá! Estudamos o melhor jeito para droga ser distribuida e sair do Brasil. E assim ficamos, não gosto de falar, rico! Mas acumulador de dinheiro, eu diria!
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