p**a merda pra c*****o. Meu coração está batendo tão rápido. Isso foi tão assustador. Tudo isso.
Principalmente aquele i****a.
Não acredito que ele me perseguiu até um lugar como esse. Estou tão envergonhada. Principalmente porque eu gostei. Tudo o que eu estava fazendo era observar.
Até aquele cara.
O que há de errado comigo que eu permiti que um completo estranho me tocasse assim?
Quem eu estou tentando enganar? Eu queria que ele me tocasse mais. Estranho completo ou não. Queria que ele me satisfizesse. Embora, duvido que ele pudesse. Apenas porque eu nunca contaria para um estranho sobre o meu... problema.
Ainda assim, estou intrigada por ele. Ele sabia que eu não pertencia àquele lugar. Em vez de se aproveitar de mim, ele me tirou de lá. Como um verdadeiro cavaleiro de armadura brilhante. Se cavaleiros de armadura brilhante te deixarem querendo mais.
Pelo menos ele está se certificando de que eu chegue em casa. É muito corajoso da minha parte entrar no carro com outro completo estranho. Embora, o bonitão me deu um telefone caso eu precisasse ligar para a polícia.
Olhei para o telefone. É um super iPhone. Também consigo desbloqueá-lo. Abri o ícone do telefone apenas caso precisasse ligar para o 911. Apareceram todas as chamadas anteriores.
Espera... esse é o telefone pessoal dele? Por que ele me daria isso? Quem exatamente é esse cara bonito?
Olhei para o motorista. O bonitão o chamou de Ben, acho. Parece ter uns 40 anos. Com o chapéu, só consigo ver que ele é um homem branco de olhos azuis.
"Você é o Ben, né?" perguntei a ele.
Nenhuma resposta.
"Uh, eu sou a Opal", eu disse.
Nada.
"Você não quer saber quem é a completa estranha que está levando para casa? Eu poderia ser uma assassina em série", eu disse.
Ainda nada.
Que p***a é essa?
"Você está me ignorando de propósito ou é surdo?" perguntei.
Ben continuou me ignorando.
Sentei de volta no assento e soltei uma respiração. A única vez que Ben falou comigo foi para perguntar meu endereço. Pensei em pedir para ele me deixar perto, assim eles não saberiam onde moro. Então pensei em como meu prédio de apartamentos é gigantesco. Não precisava dizer qual apartamento era o meu.
"Bem, eu realmente não gosto que um completo estranho esteja me levando para casa, mesmo que eu tenha entrado no carro. Então, você já sabe meu nome, minha cor favorita é amarela, eu gosto mais de café gelado do que de pessoas e sou obcecada por Ryan Reynolds", eu disse a ele.
Ben não disse nada. Seu rosto nem se moveu. Nem mesmo um sinal de sorriso.
Fiquei na ponta do banco de trás para me aproximar mais do homem que me levava para casa.
"Não vai te matar sorrir, sabe", eu disse.
Nada.
"Isso é por causa do seu chefe? Aquele cara bonito te disse para não falar comigo, né? É isso?", eu perguntei.
Ainda nada.
"Não vou contar para ele, Ben. Está tudo bem. Você pode me contar um pouco sobre você. Será nosso segredo", eu disse.
Quando Ben ainda não disse nada, sentei de volta no meu assento e cruzei os braços. Bufei e olhei pela janela. Essa noite foi uma loucura.
"Ele não me mandou não falar com você."
Quase cai do banco com o som da voz grave de Ben. Caramba. Ele acabou de falar comigo. Finalmente!
"Eu sou apenas um homem quieto. Talvez, se eu te ver novamente depois de hoje, eu vou te contar mais sobre mim, se você ainda quiser", ele disse.
Minha mandíbula simplesmente ficou aberta. Levei alguns momentos para me recompor. Acho que isso faria sentido, mas quais são as chances de nos vermos novamente?
"Vou cobrar isso então", respondi.
Quem sabe se não nos encontraríamos novamente. Não tenho planos de voltar para aquele clube, ou algo do tipo. Nunca se sabe o que pode acontecer, porém.
"Pode pelo menos me contar uma coisa?" eu perguntei.
Os olhos de Ben encontraram os meus pelo retrovisor.
"Qual é o nome dele?" eu perguntei.
Os cantos dos lábios de Ben se curvaram para cima.
"Kenzo", ele me disse.
Hmm... Kenzo. Que nome interessante. Fico imaginando qual é a sua etnia. Talvez um dia, se tiver sorte, eu descubra. Mas isso é apenas um devaneio. Provavelmente nunca verei o homem novamente.
**
Já estou em casa há alguns minutos. Imediatamente coloquei meu celular no carregador. Kendra e Marc provavelmente estão ficando loucos agora.
Ben me fez deixar o telefone de Kenzo no carro quando me deixou em casa. Quase pensei em colocar meu número nele, mas desisti. O estilo de vida em que ele está envolvido... Eu não sei nada sobre esse mundo. Eu nunca me encaixaria lá.
De qualquer forma, de volta ao presente. Estou apenas esperando meu celular ligar para poder ligar para meus amigos. Meu celular acabou de ligar, e todas as minhas notificações começaram a aparecer. Droga, eles realmente encheram meu celular de mensagens.
De repente, alguém bateu com força na minha porta da frente. Eu e Cobweb, meu gato, viramos nossas cabeças instantaneamente. Estamos no meu quarto agora, mas a pancada não parou.
Levantei-me e fiz meu caminho lentamente até a porta. A batida é contínua. Estou começando a ficar assustado.
E se for aquele cara? E se ele seguiu o carro que me trouxe para casa? O que vou fazer?
Me aproximei da porta e olhei pelo olho mágico. Meu corpo inteiro relaxou quando vi que era Kendra e Marc. Ah, graças a Deus.
Abri a porta, quase sendo atingido na cabeça por Kendra.
"Oh meu Deus!" Kendra soltou o ar quando envolveu os braços ao meu redor.
Eu abri a porta, quase fui acertada na cabeça pela Kendra.
"Meu Deus!" Kendra respondeu ofegante enquanto me abraçava.
Kendra me empurrou de volta para o apartamento. Eu a abracei e então chamei o Marc. Finalmente, Kendra se afastou de mim.
"O que diabos aconteceu? Um segundo você estava lá e depois desapareceu. O Marc disse que ligou para você e você disse que aquele i****a te seguiu para fora da boate." Ela falou apressadamente.
"Depois a ligação caiu. Não conseguimos falar com você de jeito nenhum." Marc disse igualmente preocupado.
"Sinto muito por ter preocupado vocês dois. Meu celular descarregou. Acabei de chegar em casa e liguei ele." Eu disse para eles.
Kendra olhou para cima e para baixo do meu corpo. Ela me virou, levantou meus braços e inspecionou minhas pernas. Marc balançou a cabeça para ela.
"Você está bem." Kendra declarou.
"Obrigada, Dra. Kendra." Disse com sarcasmo.
"Conte-nos o que aconteceu." Kendra exigiu.
"Deixem-me trocar de roupa primeiro. Vocês vão ficar aqui essa noite, certo?" Perguntei.
Ambos assentiram.
Voltei para o meu quarto com a Kendra logo atrás. Enquanto Kendra trocava de roupa, eu procurava uma calça de moletom para o Marc.
O Marc deixa roupas aqui o tempo todo. Ele dorme aqui uma ou duas vezes por semana, então tenho algumas coisas dele aqui.
Quando estava com roupas confortáveis, nós três nos sentamos no chão da minha sala, ao redor da mesa de café.
"Então, eu fui ao banheiro. Quando saí, aquele i****a estava me esperando. Eu não sabia se era realmente para mim ou não, mas tive um mau pressentimento. Consegui escapar com um grupo de meninas. Depois não consegui encontrar nenhum de vocês dois." Eu disse com raiva.
"Fomos convidados para a área VIP lá em cima." Kendra disse timidamente.
Estreitei os olhos para os dois.
"Desculpa, Op, íamos te chamar. Só não conseguimos te encontrar." Marc disse.
Suspirei. "Tudo bem."
"Ok, então, você saiu obviamente. E então o quê?" Kendra perguntou.
"Bem, uma vez que percebi que estava sendo seguida, entrei rapidamente em uma loja próxima..." Eu disse.
Consigo sentir meu rosto ficando vermelho.
"Está quente aqui?" Perguntei.
Kendra e Marc trocaram olhares.
"Que loja?" Marc perguntou.
Meu rosto aqueceu ainda mais.
"E... uh, bem..." Falei de forma constrangida.
Kendra riu enquanto Marc arqueava as sobrancelhas para mim.
"Ok, era uma loja de produtos eróticos. Estava escrito loja de animais, então entrei. Uma atendente rude se recusou a me ajudar, mas achou que eu era outra pessoa. Ela perguntou se eu estava ali para uma festa, e eu disse que sim. Pensei que talvez alguém tivesse um telefone para me ajudar. Eu estava completamente errada. As pessoas estavam transando em todos os lugares daquele lugar. Foi tão louco. E então um cara asiático muito gostoso me encontrou escondida em um canto e me ajudou a sair. O motorista dele me trouxe para casa." Eu disse de uma vez.
Caramba. Será que respirei durante tudo isso?
Kendra e Marc apenas piscaram para mim.
"Uhm, pelo menos cheguei em casa em segurança, certo?" Tentei.
"Ok, volta um pouco." Kendra disse. "Você acabou se envolvendo em uma festa de sexo por acidente?" Ela perguntou.
Concordei enquanto mordia o lábio inferior.
"E aí?" Kendra perguntou.
Dei a ela um olhar confuso.
"Como foi? Aposto que foi o melhor sexo da sua vida!" Ela exclamou.
Franzi a testa.
"Por favor. A Opal não deixou ninguém tocar nela." Marc disse com um risinho.
Kendra virou sua carranca para ele.
"Ela disse que o cara asiático era gostoso. E quem deixa seu motorista levar alguém para casa sem ter transado?" Kendra disse dando de ombros.
Os dois se voltaram para mim. Meu rosto está ainda mais quente agora. Desviei meus olhos dos deles, olhando para tudo, menos para eles.
"Meu Deus... Você não participou de nada da diversão?" Kendra perguntou incrédula.
Virei minha cabeça para ela.
"Não, eu não participei. Eu apenas..." Minhas palavras se perderam.
"Você só assistiu?" Marc perguntou divertido.
"Eu não sabia o que fazer. Eu não conhecia ninguém." Eu disse.
"Isso é que teria tornado tudo perfeito!" Kendra exclamou.
Eu a olhei com tédio.
"Ok, ok. Não é seu estilo. Mas e o gostosão que te levou para casa?" Ela perguntou.
"Bem... quer dizer, ele meio que me tocou." Eu disse.
"Meio que?" Marc perguntou.
Revirei os olhos.
"Pensei que ele fosse me tocar, mas tudo o que ele fez foi me provocar. Ele sabia que eu não deveria estar lá. Então, ele me levou para fora e se certificou de que eu chegasse em casa em segurança. Só isso." Eu disse, praticamente resmungando a última parte.
"Mas você queria que ele tocasse mais em você, né?" Kendra perguntou.
Dei um pequeno aceno enquanto mordia o lábio inferior.
"Não acredito que você entrou no carro de um estranho e deixou que um novo estranho te levasse para casa. Depois de ter sido seguida por um estranho esquisito." Marc disse irritado.
Franzi os olhos para ele.
"E com um celular descarregado." Kendra acrescentou.
Revirei os olhos para eles.
"Ele me deu um celular para chamar a polícia se eu precisasse." Eu disse defensivamente.
"Ahh, que gentileza da parte dele. Acho que isso torna tudo muito mais seguro." Marc disse sarcasticamente.
Dei a ele um olhar entediado.
"Espera, é o celular pessoal dele? Você ainda o tem?" Kendra perguntou.
"Não, o motorista disse para deixá-lo no carro, então eu deixei." Eu disse para ela.
"Oh, Opal, pelo menos você colocou seu número nele, certo?" Kendra disse.
Desviei o olhar enquanto meu rosto aquecia novamente.
Marc riu. "Você é uma medrosa, mas ao mesmo tempo corajosa." Ele disse."Não sou." Eu reclamei como uma criança.
"Você não tem senso de perigo, nem de diversão." Marc disse.
Franzi a testa para ele enquanto cruzava os braços sobre o peito.
"O que isso importa? Provavelmente nunca mais vou ver o cara novamente."