Morangos e Espumas

966 Words

A subida para o último andar do palácio pareceu durar uma eternidade. Nos braços de Kael, Aurora era pouco mais que um feixe de ossos e tremores. Quando as portas de carvalho dos aposentos do Beta se fecharam, o silêncio do quarto foi quebrado apenas pelo estalar da lenha na lareira. — Kael... minhas costelas — ela murmurou, uma careta de dor retorcendo suas feições delicadas. — Parece que tem algo espetando por dentro. Kael sentiu uma pontada de culpa atravessar seu peito como uma lança. Ele a levou direto para o banheiro vasto, onde o mármore cinza exalava o calor do sistema de aquecimento embutido. — Eu sinto muito, pequena. Foi erro meu carregar você desse jeito por tanto tempo na correria da fronteira. Forcei o seu lado ferido — ele disse, a voz rouca enquanto abria as torneiras da

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