~Kael~ A luz pálida da manhã de março filtrava-se pelas cortinas, tingindo o quarto com um tom suave de cinza e azul. Eu acordei sentindo o peso leve e precioso de Aurora contra o meu peito. Por um momento, apenas fechei os olhos e respirei o perfume de lavanda que agora estava impregnado na minha pele. Mas o dever chamava. Com um cuidado milimétrico, deslizei meu braço debaixo de sua nuca e a acomodei nos travesseiros, garantindo que ela permanecesse de lado, protegendo suas costelas e as feridas das costas. Ouvi batidas discretas na porta — o sinal de que o desjejum real havia chegado. Levantei-me, vesti uma camiseta limpa e fui até a entrada. O carrinho estava lá, carregado com o melhor que a cozinha do hospital poderia oferecer. Puxei-o para dentro e fechei a porta sem fazer ru

