KIAN - O dia estava quase amanhecendo quando ouvi o choro. Kai acordou com aquele choramingo baixinho que já conhecia bem — não era fome, nem desconforto. Era só aquele chamado suave que os bebês fazem quando querem colo. Eu me levantei devagar, tomando cuidado para não acordar Hannah, que dormia profundamente ao meu lado, exausta depois da noite que tivemos. Peguei Kai no colo, seu corpo pequeno e quente contra meu peito. Ele parou de chorar assim que sentiu meu abraço, os olhinhos claros se fixando no meu rosto. — Bom dia, pequeno — sussurrei, beijando sua testa. Amarrei-o no pano contra meu peito, como já fazia todas as manhãs, e ele se aninhou ali, satisfeito, os dedinhos agarrando o tecido. Desci as escadas devagar, com cuidado para não fazer barulho, e me sentei à mesa da cozinh

