OBSIDIAN Eu estava ajoelhado ao lado de um dos corpos, examinando o rosto pálido e a espuma seca nos lábios. Não havia ferimentos. Nenhum sinal de luta. Apenas aquela morte silenciosa, uniforme, como se todos tivessem caído ao mesmo tempo. Anne estava ao meu lado, verificando outro corpo. As lágrimas escorriam pelo seu rosto, mas ela não fazia barulho. — Você sabe o que é isso? — perguntei, a voz baixa. — Não — ela respondeu, a voz trêmula. — Nunca vi nada igual. Alias nos nunca mexemos com venenos antes, isso e insano, é loucura. — Eu pensei que o louco era eu. A verdade e que pela minha experiencia com humanos eles são capazes de tudo. E eles são especialmente cruéis. Ela se levantou, olhando ao redor. — Eu conhecia todos eles, Obsidian. — Sua voz quebrou. — Alguns cresceram com

