Rio. A inocência de Henry sempre consegue me arrancar um sorriso. O meu coração bate mais rápido ao pensar que em alguns anos terei um filho. Ou uma filha. Da idade de Henry. E essa ideia me assusta tanto quanto me emociona. Dois minutos depois, Tony atende a ligação. — Você está ocupado? Ele pergunta. — Não. Estou no carro, fugindo dos preconceitos familiares. E você? Que confusão você tem com a sua esposa desta vez? Ele ri. — Nenhuma... acho. Minha filha fez olhinhos e um sorrisinho para o jardineiro. — E aí? Pelo menos ele é bonito? — Ele tem sessenta anos e uns vinte netos. — Perfeito. A competição que me faltava. Um avô carismático com experiência em trocar fraldas e podar roseiras. Um bom partido para Marge. Talvez ele se saia melhor do que eu. — Vic e a minha filha também o

