Então Isso é Adeus...?

2241 Words
*Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências j*******s onde se guardam sapatos. --- O boicote e críticas que vieram a seguir foram inevitáveis para ambas as grifes Ichiban e Reborn; Bakugou perdeu um grande número de apoiadores e parceiros de negócios por estar num relacionamento com outro homem, bem como Shimura por apoiar ambos. Izuku não deixava de se culpar pelo que aconteceu, mesmo que não fosse sua culpa e Bakugou e Shimura lhe garantiam isso. Era a folga do esverdeado e Katsuki lhe fez uma visita repentina, como formou o costume desde o incidente da coletiva de imprensa. O sardento recebeu-o em meio ao seu café da manhã, por isso voltou para a mesa e terminou de comer enquanto o íncubo o observava checar as notícias matinais no tablet, como sempre fazia. Katsuki esticou o pescoço e bisbilhotou o que estava lendo por sobre o ombro, tirando o aparelho das suas mãos ao ver outra notícia sobre a Ichiban na tela. - Ei! - Protestou o pequeno. - Izuku… - Katsuki suspirou ao fechar aquela aba. - Eu falei para não ficar se preocupando com isso. O menor hesitou. - Mas o Kacchan sempre almejou o topo e tinha a maior grife do Japão… Você realizou um sonho e eu o tirei de você. - Não, eu desisti desse sonho, pois descobri que existem coisas mais importantes. Izuku se calou. - Olha… eu estaria mentindo se dissesse que não me importo com as críticas e o boicote, mas você não é responsável por nada disso. Ser o número um sempre foi importante para mim e ainda é, mas você é mais importante do que minha grife. Não é porque namora comigo que tem responsabilidade pelo que aconteceu, fui eu. - Disse Bakugou ao pousar o tablet sobre a mesa. Não deu mais para segurar, seu lábio inferior tremeu e as primeiras lágrimas brotaram de seus olhos esmeralda; Bakugou limpou sua bochecha com o polegar. - Me desculpe- - Soluçou. - Não é culpa sua. - Repreendeu Katsuki. - Não… me desculpe por ficar remoendo isso, eu só… - Eu entendo… mas não precisa ficar se desculpando por tudo, está virando um mau hábito. Izuku retribuiu o sorriso. - Certo… Katsuki acariciou o seu rosto e beijou suas mechas esverdeadas. - A propósito… meus amigos estavam querendo marcar um dia para nos encontrarmos, Denki e Kyouka começaram a namorar recentemente e querem nos apresentar. - Ah, seria ótimo! Posso convidar o Todoroki? O sorriso do íncubo se desfez ao pedido. - O que você não me pede chorando que eu não faço sorrindo? - Cedeu com uma veia saltada na têmpora. Izuku soltou um riso divertido. Apesar de já terem resolvido suas diferenças, Kacchan e Todoroki ainda não eram muito próximos; talvez seu namorado não tivesse ideia, mas o bicolor o admirava muito, ou talvez fosse por isso mesmo que o loiro se sentia na necessidade de competir com ele. Chegada a data marcada, resolveram se encontrar no apartamento que Kyouka dividia com Denki, ainda mais visto o número de repórteres e paparazzi que rondavam o prédio de Katsuki depois da coletiva de imprensa. Algo que os súcubos mantinham entre si é que ambos, além de companheiros de quarto, também costumavam ser amigos com benefícios antes de encontrarem suas almas gêmeas, resolveram desmanchar o acordo por fidelidade. Katsuki se prontificou em levar o namorado e Todoroki ao local, chegando lá, foram prontamente recebidos pelos anfitriões. - Chegaram cedo! - Comentou o loiro ao atender a porta. - Ainda estamos esperando os outros, mas podem ir entrando! O trio adentrou o recinto onde encontraram todos os outros amigos de Katsuki e uma moça ruiva conversando entre si, estes cumprimentaram os recém chegados que entraram na sala. - Olá! O Kirishima falou de você. Itsuka Kendou, certo? - O esverdeado se prontificou. - Isso, e você deve ser o Midoriya, certo? - Comentou a ruiva. - Isso mesmo, é um prazer! - Igualmente. - Disse Itsuka retribuindo a reverência. - E você deve ser Katsuki Bakugou, certo? - Apontou para Kacchan. - Ah, isso. - O Eijirou falou bastante de você! Devem ser bem unidos! - Itsuka sorriu radiante. Katsuki segurou a nuca. - Bem, nos conhecemos desde crianças, afinal de contas… - Não seja modesto, Katsuki! O Ei é seu melhor amigo, todos sabem disso! - Denki intrometeu-se. - É um prazer enorme conhecer o melhor amigo do meu namorado! - Ah, sim… igualmente. - Disse Katsuki, retribuindo a reverência. - E você… o Eijirou não deve ter me falado. - Kendou apontou para Todoroki. O bicolor lançou um olhar sugestivo para Kirishima cujo apenas sorriu acanhado, então voltou-se para Kendou. - Sou Shouto Todoroki, é um prazer. - O prazer é meu. - Retribuiu a ruiva. Ficaram um tempo conversando e jogando entre si à espera dos companheiros de Kaminari e Jirou; o loiro constantemente checava o celular ansioso. - Ai, sai desse celular um pouquinho, Den! - Protestou Kyouka. - Estou esperando notícias do Toshi, ele disse que tinha saído de casa há pouco. - Rebateu o loiro. - Você vai ouvir quando ele chegar ou mandar mensagem, só podia prestar atenção aqui um momento. Denki não ouviu nada do que Kyouka disse pois recebera uma nova mensagem e já estava pulando do sofá para atender a porta, animado. Todos se viraram para observar os novos rostos adentrando a sala e viram o loiro recebendo um homem alto de cabelos e olhos arroxeados e barba. - Ei, finalmente resolveu aparecer! - Comentou Denki. - Já estamos aqui, não é? - Hitoshi sorriu com um selinho no namorado. - A propósito, trouxe a Yaomomo para você, Jirou. Kyouka se levantou animada, indo em direção à porta para receber a morena de r**o de cavalo; assim que Todoroki viu-as se beijando, seu sangue gelou. - Y-Yaoyorozu…? - O bicolor se levantou. A sala ficou em silêncio, todos olharam de Todoroki para Yaoyorozu, confusos. - Todoroki…? - A moça chamou devagar. - Espera, vocês dois se conhecem? - Kyouka perguntou com uma pontada de ciúmes na voz. - Bem, eu- - Desculpem… acho que não posso fazer isso. - O bicolor interrompeu Yaoyorozu ao se apressar em direção à porta; assim que estava do lado de fora, Izuku chamou-o do genkan*. - Espera, Todoroki! O que está acontecendo? O bicolor parou a meio caminho e hesitou antes de abrir a boca. - Momo Yaoyorozu… - Hã…? - Izuku indagou confuso. - Prometi ficar longe pelo bem dela… - Todoroki se virou devagar e o esverdeado pôde ver a dor em seu rosto. - Me desculpe, Midoriya… não posso mais fazer isso. - Como assim…? - Acho que não podemos mais ser amigos. O esverdeado estava em choque. - Todoroki-! - Eu sei que é egoísta! Mas não vou aguentar ficar perto dela… Adeus. - Com isso, o bicolor saiu em direção ao elevador. Izuku se virou de volta para dentro do apartamento, todos o fitavam com pena. - Izuku… - Chamou Katsuki. O pequeno fez o que pôde para conter as lágrimas, mesmo assim, teve de secar as primeiras que escorriam. - Está tudo bem… Kacchan. O cupido não se conteve; nem se incomodou em calçar os sapatos ao ir atrás de Todoroki. Seus amigos tentaram chamá-lo, mas ele não ia parar quando o assunto era defender sua alma gêmea. Todoroki chamou o elevador e esperou ansioso a sua chegada, não teve tempo o suficiente até Katsuki chegar como uma tempestade. O bicolor se apressou para dentro da cabine, mas o cupido já estava lá dentro quando a porta automática se fechou. - Que merda foi aquela, Shouto?! - Exclamou ao agarrá-lo pelo colarinho. Não queria ter pena do bicolor, mas seus olhos heterocromáticos marejados o fizeram afrouxar o aperto; realmente era raro vê-lo chorar. - Me desculpe… eu sinto muito, mas não posso ficar perto do Midoriya se for para me lembrar da Yaoyorozu. - Lamentou. Katsuki soltou sua camisa para ouvi-lo. - O que aconteceu entre vocês? Shouto tentou conter as lágrimas em vão antes de se pronunciar. - Eu a conheci há um tempo atrás… não vou negar que minha intenção inicial era seduzi-la, mas as coisas ficaram meio pessoais conforme conversávamos. - Você tentou o mesmo com o Izuku, não foi? - Acusou Katsuki. - Foi… mas, diferente do Midoriya, eu realmente me apaixonei por ela. - Ah… - Foi tudo o que o cupido conseguiu proferir. - Tive que me afastar para poupar sua vida… não podia me envolver com ela se fosse para assisti-la definhar até a morte. Me desculpe. Katsuki suspirou inaudível. - Não é culpa sua… Não imagino o quão difícil seja deixar todos os seus amigos para trás para poupá-la, isso é um ato de coragem. - Obrigado por entender. - Claro… Um silêncio desconfortável preencheu o elevador enquanto esperavam chegar no térreo, uma vez lá, Todoroki já estava descendo quando Katsuki o chamou. - Ei, Todoroki! - O bicolor se virou para ouvi-lo. - Se algum dia superar a Yaoyorozu… vamos te aceitar de volta. O bicolor sorriu surpreso. - Obrigado. - Foi tudo o que disse antes da porta se fechar entre eles. Katsuki chamou o andar do apartamento de seus amigos e recostou na parede da cabine, suspirando enquanto esperava chegar ao destino. - Então isso é um “adeus”... - Murmurou. De volta ao apartamento, os amigos consolavam Midoriya enquanto Momo se isolava num canto aparentemente inquieta; ao ouvirem a porta abrir, olharam para Katsuki sem sinal do Todoroki. - Kacchan… - Izuku chamou. O cupido se aproximou para consolá-lo. - Estou aqui, bebê. - O que aconteceu, afinal? - Kyouka perguntou ríspida. - Eu sinto muito, Izuku… mas acho que o Todoroki não vai voltar. O esverdeado soluçou alto à notícia, Katsuki abraçou-o. - E o que ele tem a ver com a Momo? - Kyouka insistiu. - Amor- - Não me venha com essa de “amor”! - A súcuba interrompeu-a. - Ei, não fique brava com ela; o Todoroki se afastou pelo seu bem. - Katsuki explicou para o choque de todos. - Como assim…? - Yaoyorozu indagou devagar. - Vocês não podiam ficar juntos… é complicado. Ele se afastou para te poupar. A sala ficou em silêncio até Momo se pronunciar. - Ah, meu Deus… - Qual é a história de vocês, afinal? - Kyouka perguntou-a com cautela. A morena hesitou. - Nos conhecemos há um tempo… nossa intenção inicial era um sexo casual, não vou negar, mas, depois de uma noite flertes, ele só pediu para nos vermos mais vezes… Tivemos alguns encontros até que ele foi ficando cada vez mais estranho e desapareceu… bloqueou meu telefone e nunca mais nos vimos. Fiquei confusa de início, eu tinha gostado mesmo dele, mas acabei superando e parti para outra. - Disse essa última parte sorrindo para Kyouka. - Então… não aconteceu nada entre vocês? - A cupido perguntou para garantir. - Vê-lo aqui hoje foi surpreendente, não vou negar, mas não tivemos nosso primeiro beijo, nem nada do tipo. - Merda… - Kyouka. - Momo se aproximou e abraçou a namorada que começava a chorar. - Me desculpe por ter duvidado de você. - Está tudo bem, eu também ficaria confusa. - A morena sorriu. - Então o Todoroki não vai voltar…? - Izuku indagou com cautela. Katsuki hesitou. - Não, acho que isso é mesmo um “adeus”. Ao contrário da Yaoyorozu, ele não superou. - Ah… - O esverdeado proferiu devagar. O cupido acariciou suas costas. - Quer voltar para casa? - Não queria dizer que sim, mas isso foi demais por hoje. - Está tudo bem, Midoriya, nós entendemos. Inclusive, acho melhor encerrarmos por hoje. - Disse Denki, seus amigos concordaram. - Me desculpem por isso. - Izuku lamentou. - O que foi que eu falei? Isso está virando um mau hábito, não é culpa de ninguém. - Repreendeu Katsuki. - Claro… - Izuku disse devagar. Todos voltaram para suas casas; após uma longa e silenciosa viagem de carro, Katsuki levou o namorado até a porta da frente. - Vai ficar bem sozinho? - Perguntou afável. - Não quero incomodar. - Ficar ao seu lado não é incômodo nenhum. Izuku sorriu em meio às lágrimas. - Nesse caso, quer entrar um pouco? O íncubo sorriu em compreensão, seguindo-o para dentro. Se aconchegaram no sofá vendo filmes, mais tarde, Bakugou sugeriu que fossem para a cama; assim que o íncubo lhe deu um beijo de boa noite e se aconchegou ao seu lado, Izuku subiu em seu colo, se aproximando para mais um beijo intenso. - O que está fazendo? - Katsuki indagou afastando-o. Por mais que quisesse, não achava justo tirar proveito do menor após aquele dia catastrófico. - Já faz um tempo, não é? - Izuku comentou num sussurro. O cupido sorriu com malícia; àquele ponto já não conseguia mais recusar, não era sempre que Izuku tomava a iniciativa. Deixou o pequeno se reaproximar e acariciou seu corpo, saboreando os doces gemidos que emitia em sua boca ao passar a mão por debaixo da camisa e da cueca, sentindo sua cintura e traseiro roliço. Bakugou queria tomar a dianteira, rolar por cima de Izuku a fazer o que bem entendesse com ele, mas este estava sendo tão ousado que se segurou e o assistiu rebolar em seu p*u, se deitando para dormir nos seus braços logo após.
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