7 - Tornozeleira

901 Words
Rush  Ela era bonita. Tinha fogo em seus olhos, algo diferente como se ela estivesse prestes a explodir a qualquer momento. Eu vi como ela apertava os lábios em um esforço para não me xingar e em algum momento eu jurei que ela iria jogar os anéis na minha cara. E a forma que ele balançou sua b***a perfeita na minha frente, aliado a maldita tornozeleira de prata em seu pé direito e os saltos, quase me deixaram louco. Se tinha coisa mais sexy do que uma mulher com tornozeleira, eu desconhecia. Eu foderia ela naquela mesa usando apenas os saltos e a tornozeleira. Eu até imaginei isso por um segundo e foi o que me deixou mais irritado. Não pretendia me casar com ela, mas eu era homem, um predador. Gostava de mulheres bonitas. Eu transaria com ela. Mas estava custando para acreditar que o meu pai quer me casar com uma funcionária da empresa. Eu, o filho dele. Ele só podia estar querendo me humilhar. — Mike, você pode me levar para casa do meu pai rapidinho? — O senhor não tinha uma reunião? — Eu sou o CEO. Eu posso chegar atrasado. Eles se fodam para me esperar. Eu vi quando ele revirou os olhos pelo retrovisor. O Mike era um ótimo funcionário, mas às vezes achava que éramos amigos além de patrão e funcionário. Eu dava umas boas broncas nele ocasionalmente, mas hoje estou sem saco. As pernas daquela tal de Harlow não saíam da minha cabeça. O fogo nos olhos dela. Quando cheguei na casa dos meus pais, já o avistei do jardim jogando golpe com meu tio Derek. Dois Ingleses jogando golfe, que original. Acenei para o meu tio e fui até o meu pai. — Oh, filho. Que bom que chegou. Venha ver seu tio Derek perder pela terceira vez. — Você roubou, Stef. Seu ladrão de quinta. — Golfe não se rouba, Derek. Aceita que dói menos. Não é assim que os jovens falam? — Pai, eu preciso falar com o senhor. Ele estendeu o dedo para me parar. Depois se inclinou dando uma boa tacada. A bola foi diretamente para o buraco e ele começou a rir. — Me chame de ladrão agora, Derek. — Pai, é urgente. — insisti. — Você não deveria estar no trabalho? — Eu vou daqui a pouco. Mas não é disso que quero falar. Eu conheci a Harlow Davis. Só vim dizer que não vou me casar com ela. — O que foi? Ela socou o seu nariz? — O quê? Por que ela faria isso? — Ah, você vai ver. — Uma funcionária? Vendedora da sua loja? Isso foi o máximo de criatividade que você teve? — Ela é uma boa menina e é bem igual a você. — Igual a mim? Ela é uma empregada. — Cale a boca. — Ele apontou o taco de golpe para meu peito. — Ela é mais do que você merece. — Não importa. Eu não vou me casar. — Então, pegue a suas merdas hoje mesmo do escritório e passe no HR. Você está demitido. Também saia da minha casa. Vou contatar hoje mesmo o meu advogado e te deserdar. — Isso é chantagem. — Não me importa. Eu criei meus filhos para eles fazerem o que eu quiser. Não vou me submeter às suas merdas. — Quanto mais você envelhecesse, mais você fica insuportável, velho. — Vou quebrar sua cabeça com meu taco de golfe. Saia daqui. — Ele bateu com o taco no meu peito. — Eu vou fazer um jantar de noivado daqui a dois dias. Se você não aparecer, eu avisar a todo mundo no escritório e em casa que você é proibido de entrar. — Qual é a droga do seu problema? — Gritei. Me virei e saí com raiva em direção ao meu carro. Estava tão furioso que quase quebrei a porta do meu Rolls Royce novinho. — Filho. — Minha mãe gritou de longe, mas eu ignorei. — Rápido, Mike. Eu estava com muita raiva. Muita. Eu poderia cozinhar qualquer um que aparecesse na minha frente agora. Puxei a gravata no caminho do escritório. Eu gostava de andar bem alinhado, mas o nó na minha garganta estava me sufocando. — Boa tarde, senhor King. Alguns funcionários me cumprimentaram, mas ignorei como sempre faço. Minha sala estava aberta e minha secretária estava gesticulando dentro dela. — Você precisa sair ou vou chamar o segurança. — Ela estava gritando para alguém sentado em sua frente. — Eu não vou sair até falar com o Rush King. — A voz feminina era familiar. — O que está havendo aqui? — Falei ríspido. — Senhor, eu tentei fazê-la sair, mas ela… — Saia da minha frente, Wanessa. A Wanessa saiu e eu vi figura pequena com o nariz em pé da Harlow Davis sentada na p***a do meu sofá. Pernas cruzadas, seu uniforme um pouco aberto na altura dos s***s e sem o blazer habitual. A saia lápis um pouco levantada, mostrando um pouco da sua coxa. E lá estava a maldita tornozeleira. Passei as mãos nos cabelos, quase arrancando um punhado. Ela se levantou e veio até mim, pegando a sacola da joalheira no chão e parando bem na minha frente. — Eu trouxe sua encomenda, querido noivo. — Ela jogou a sacola em cima da minha mesa. Ah, mas é um inferno.
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