8 - Eu não vou me casar com você

840 Words
Harlow Dava para ver os pontos fracos do Rush estampados em seu rosto. Ele era temperamental e impulsivo. Suas expressões diziam exatamente como ele estava se sentindo. — O que você está fazendo na p***a da minha sala? — Você pediu uma encomenda e eu vim trazer. — Eu não queria você trazendo. Saia da minha sala. — Ele gritou e apontou a saída. — Se você gritar comigo de novo, como você faz com os seus funcionários, você vai ver o meu pior lado e não vai gostar. — Quem você pensa que é para me ameaçar? — E quem você pensa que é para chegar no meu local de trabalho e tentar me humilhar? Mesmo com o salto, ele era bem mais alto que eu. Mas eu o encarei. Erguendo meu queixo para aproximar meu rosto do dele. — Você não é a p***a do dono do mundo e não tem direito de me humilhar só porque está numa posição acima de mim. — Então, você reconhece sua posição? — Dinheiro e status, é a única coisa que você tem. Porque o caráter passou longe. — Quem é você para falar do meu caráter? A p***a de uma funcionária? Eu posso te demitir agora mesmo. — É mesmo? E o que você vai fazer para eu sair da sua vida quando nos casarmos? — Eu não vou me casar com você nem que o inferno congele. — Ele deu um passo em minha direção, quase colando nossos narizes. — E você acha mesmo que eu quero casar com você? — Claro que quer. Você e mais um milhão de mulheres como você. Eu conheço bem o seu tipo. Eu só queria saber o que diabos você fez com o meu pai para convencê-lo a me obrigar a casar com você. — Eu também fui obrigada, ameaçada e coagida a isso. — Mentirosa. — Vai se f***r! — Empurrei o seu peito, mas ele segurou o meu pulso. — Você é uma garota fodona, não é? Foi por isso que você veio aqui toda corajosa para me enfrentar. Ele me empurrou para trás, me obrigando a sentar em uma cadeira. Seus olhos ameaçadores nos meus. — Me solta. Você está louco? — Eu não sei o que diabos você fez com o meu pai, mas você vai desfazer essa merda. Você vai falar com ele e dizer que não quer se casar. — Por que você não faz isso? Vá lá e diga que não quer. Ele estreitou os olhos. Seu maxilar rígido. — Oh, meu Deus. Você tem medo dele, não é? Do seu pai. Com o que ele te ameaçou? Cortar sua mesada? — Você não sabe de nada. — Nem você. Eu só aceitei porque fui ameaçada e coagida a isso. — O quê? Ele afrouxou o aperto no meu pulso. — É isso mesmo. O seu pai me obrigou. Junto com o meu pai. Eles são amigos, sei lá. Ele começou a rir. — Bem típico do meu pai. — Me solte. — O empurrei. Eu estava transtornada, nervosa e com vontade de chorar, mas tentei ao máximo não demostrar sentimentos na frente dele. Quando finalmente ele me levantou, eu tentei me recompor. — O jantar de noivado é em dois dias. — ele falou, casualmente. — Como? Eu não sabia disso. — Pois é, garota. Então, você vai lá e vai dizer não na frente de todos. — Eu não posso. Ele bufou. — Meu Deus, eu m*l te conheço e já te odiei. Você é muito geniosa. — Falou o homem egocêntrico e m*l-educado. — Olha, a gente não vai conseguir nada se odiando, está bem? Se o que você disse é verdade, que conhecendo o meu pai eu imagino que seja. Nós precisamos nos unir. Eu queria rir. Eu e ele unidos? Impossível. — Está bem. Comece me pedindo desculpas. — Nem fodendo. Não tenho motivos para isso. — Você deu um show na loja que eu trabalho, na frente dos clientes e dos meus colegas se trabalho. Você me deve desculpas sim. — Mesmo que eu lhe deva, não é do meu feitio pedir desculpas. Vamos só nos ater ao básico, que é romper esse noivado absurdo. — Senhor... — A secretária dele surgiu na porta. — A reunião está muito atrasada. Os sócios estão falando em ir embora. — Droga. Eu tinha esquecido. — Ele olhou para mim, depois pegou uma pasta em cima da mesa. — Olha, eu preciso ir até essa reunião. Vai demorar umas duas horas. Você pode ficar aí e me esperar. — Eu não posso. Eu tenho coisas a fazer. — Tipo o quê? Você vai fingir que sua vida não é insignificante? Só fique aí e me espere. Ele sumiu da sala. A secretária me olhou e sorriu. — Você quer um café, senhorita? — Não. Eu não vou esperar. — Mas o senhor falou... — Eu não me importo o que ele falou. E como você aguenta esse cara? Você deveria se demitir.
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