Me provoque

3683 Words
Capítulo 10 – Me provoque   Charlotte Lionett   Acordei súper feliz naquela manhã, após a noite de ontem. Olhei para a janela do quarto de hotel e vi que o sol radiante brilhava lá fora. Me debrucei sobre a cama e dei uma olhada no relógio. Eram exatamente 9h30. Espreguicei com vontade na enorme cama de casal e depois levei a mão de novo ao criado mudo, onde por acaso toquei no cartão branco com o nome de Anna e com o seu número de celular. Olhei para o objeto que tinha nas mãos e fiquei pensativa em relação à resposta pendente que ainda tenho que dar para a empresária musical. Será mesmo que eu devia aceitar a sua proposta? Sei lá, ela parecia ser tão certa com suas palavras, tão profissional e eu acho que com ela eu poderei chegar a um lugar muito longe. Mas eu também tenho medo que dê errado. Tenho algum medo que seja como foi com o agente anterior. Mas o que é que ela poderá fazer? Eu acho que eu estou me precipitando um pouco em pensar coisas negativas sobre a Anna e eu acho que eu devia mesmo pensar na proposta dela antes que seja tarde. Decidi colocar aquele assunto de lado por algum tempo e girei na cama, onde me deparei com a visão do paraíso: Emir dormindo profundamente. Observei cada detalhe do seu rosto e ele realmente era muito lindo enquanto dormia, sempre tão sereno, tão calmo e parecia que os problemas dele desapareciam enquanto ele dormia. Levantei da cama com cuidado para não o acordar e fui no banheiro para fazer minha higiene pessoal. De volta para o quarto percebi que Emir ainda dormia na mesma posição desde a última vez que estive no quarto. Corri até na cama, me joguei sobre ela, provocando que ele se movesse um pouco e comecei acariciando seus braços descobertos e subindo até no rosto desacordado. Sorri. Aproximei meus lábios do seu rosto e lentamente fui depositando vários beijos pelas suas bochechas queimadas do sol. - Bom dia. – Falei animada ao perceber que ele se mexia na cama e abria os olhos escuros para me olhar. - Bom dia, Charlie. – Sua voz saiu quase num sussurro que nem eu mesma quase ouvi. Abracei-o com alguma urgência e depositei vários beijos no seu rosto e lábios, o que o fez sorrir. – Nossa que bom que é acordar com gestos carinhosos como esses. - Gostou? – Perguntei me afastando dele e ele sorriu de novo enquanto se espreguiçava. - Adorei. Especialmente depois da confusão que houve ontem com o Noah. – O sorriso dele se perdeu, assim como o meu. Emir se levantou da cama, foi até no banheiro e eu fui atrás dele. - Relaxa, Emir. – Tentei tranquilizá-lo enquanto o observava a se preparar para lavar os dentes. – Eu entendi que o caso ficou meio m*l resolvido, mas acho que o Noah ficou bem. - É acho que sim. – Falou com a boca cheia de espuma e eu ri. - As meninas tiveram a ideia de hoje irmos experimentar alguns exportes radicais aqui no resort. - Que tipo de exportes? Não aceito paraquedas, pois tenho medo das alturas. Ri para ele. - Relaxa, a gente pode escolher o que queremos. - Sendo assim quero experimentar surf. - Legal. Vamos tomar o café da manhã? - Não tenho assim muita fome. - Hum… - Pensei por uns momentos. – O que acha de pegarmos umas frutas e irmos passear para a praia? Os outros ainda estão dormindo. - Claro. Vou só me arrumar. – Piscou para mim e logo foi em rumo do armário para buscar uma roupa limpa.   *****   Chegámos na praia uma hora e meia depois e eu dei uma olhada no mar que estava bastante calmo, tal como eu gosto. Avançámos para um lugar que não estivesse ocupado pelos hospedes do hotel e colocámos nossas toalhas de praia sobre a areia. - Quer mergulhar comigo? Estou louca para me colocar dentro desse mar. – Sorri de felicidade enquanto me preparava para despir o par de shorts que estava usando. - Tudo bem. – Emir deu de ombros, despiu sua camiseta branca e logo nós dois corremos de mãos dadas até no mar, onde acabámos por mergulhar juntos. Saímos do mar segundos depois e eu passei meus olhos por um grupo que estava jogando futebol, notando por acaso que James e Kevin estavam lá. p***a, mas esses dois irmãos têm que estar sempre no nosso caminho? – Are you ok? – Emir passou suas mãos pelo meu quadril e me beijou nos lábios. - Claro. – Voltei meu olhar para ele e sorri. – Tenho alguma sede. - Eu também. Estou pensando ir até no bar pegar algo para beber. Quer alguma coisa? - Sim. Um suco de frutas. - Ok. Volto já então. – Depositou dois beijos nos meus lábios e logo correu para dentro do bar azul de praia que ficava mesmo na nossa frente. Dei as costas para a direção onde Emir havia ido e me preparei para voltar para o mar, mas sinto uma mão pesada se pousar sobre o meu ombro e automaticamente me virei, me deparando com a figura alta, loira e da mesma idade que Emir. - Oi. – O sorriso de James era sincero e sem malícia. - Oi. – Respondi meia sem graça enquanto espremia meu cabelo comprido que escorria água. - Ahm, a gente estava jogando um jogo de futebol com meus amigos e… - Eu sei, eu notei isso. – Forcei um sorriso depois de interrompe-lo. - E está faltando um jogador e eu queria saber se você queria jogar com a gente. - Não! – Falei firme. – Quer dizer, eu não gosto de futebol, além do mais, nem sei jogar isso… - Mas você não precisa saber jogar nem gostar. Isso é apenas um jogo amigável. – Insistiu e eu fitei-o durante alguns segundos, passando em seguida meus olhos pelos amigos dele que me fitavam. – Vamos, a bola não morde. – Soltou uma risadinha e apontou para a bola que era igual à da copa do mundo do ano passado. Mais uma vez hesitei, pois eu não sabia até que ponto isso poderia dar errado.   *****   Emir Rogers   Cheguei no bar azul da praia e pedi o que Charlotte queria, assim como eu que pedi um suco de morango para mim. Depois de fazer meus pedidos e enquanto aguardava por eles, olhei para o lado e vi aquela mesma garota que esbarrou comigo ontem na discoteca. Ela era a mesma que quase havia me atropelado e eu notei que ela estava machucada, pois ela estava sentada numa das mesas e estava colocando gelo no pé meio arroxeado. - Precisa de ajuda? – Perguntei indo em rumo dela e ela levantou seu olhar do seu pé machucado para me olhar. - Não obrigada. – Ela sorriu. – Estava surfando e sem querer bati com meu pé numa rocha. Ficou desse jeito. – Ela apontou para o pé que realmente estava com uma aparência f**a. - Se você não tiver cuidado pode se machucar de verdade. – Tentei ser amável e ela acabou sorrindo de novo. - É, eu sei. Mas isso vai passar. - Tem a certeza que não quer ajuda? - Não precisa, obrigada. Dei de ombros, peguei nas minhas bebidas e a garota se levantou de onde estava sentada. Juntos, fomos em rumo da praia e ao observar que Charlotte jogava futebol com aquele i****a que sempre estava dando em cima dela, a raiva começou percorrendo pelo meu corpo. Dá para acreditar que ele sempre corria atrás dela quem nem um cachorro? E pior, fazia de tudo para que ela caísse em cima dele. - Mas qual é a ideia daquele filho da mãe? – Perguntei e vi como os olhos claros da morena que estava do meu lado fuzilarem na direção do seu amigo. - Ele é e******o, não dá para entender. – Rolou os olhos. - HEY! – Gritei indo em rumo de James e o jogo parou. O i****a me olhou e em seguida ajudou Charlotte a se levantar da areia. – Mas o que pensa que está fazendo?! O loiro me olhou com um sorriso forçado que eu achei falso. - Calma, Rogers. – Ele disse na maior cara de p*u e eu tive vontade de socar a cara dele. – A gente estava apenas jogando futebol. Vai brigar comigo por causa disso? - Emir… - Charlotte me olhou apreensiva e eu ignorei-a, fitando somente James que estava na minha frente. - Se é apenas um jogo de futebol, eu irei substituir a Charlotte, ok? – Eu entreguei as bebidas para a morena de olhos claros. - Não é preciso nós estamos… - LETS PLAY! – Peguei na bola sem dar mais chances para o i****a falar e corri em rumo do campo que ele e os amigos haviam feito. Agora é que o filho da mãe vai sofrer. Eu não era muito bom com futebol, mas eu ia fazer de tudo para derrubá-lo. Esse i****a já estava enchendo o meu saco e eu precisava dar uma lição nele.   *****   Charlotte Lionett   Depois do vergonhoso jogo de futebol e das provocações entre James e Emir, a gente finalmente decidiu sair um pouco da praia e fomos até num restaurante que ficava no centro da cidade. Não estava muito cheio àquela hora, o que era bom para estarmos à vontade. John e Amy se juntaram à gente e Amy fez cara f**a quando notou que Emir estava de m*l humor. Pedimos o almoço e conversámos sobre várias coisas, conversa normal, partilhámos algumas novidades, falámos sobre a turnê da banda e também sobre Emma que está cada vez mais estranha fisicamente. - Já está mais calmo, Emir? – Amy perguntou para o turco que estava sentado na minha frente. - Eu sempre estou calmo Amy. – Emir respondeu friamente depois de ter dado um gole na sua cerveja. - Yeah right… - Bufei, olhando nos olhos do meu namorado. - Sério, eu estou bem. – Ele disse agora mais calmo. - Hum, estou vendo que o tal jogo de futebol deixou você de m*l humor. - p***a Amy, se continuar falando nessa palhaçada eu juro que vou ficar mesmo furioso! - Wow Rogers, calma. – Amy levantou as mãos em sentido de paz e eu coloquei minha mão sobre a dela. - Não dê bola para ele não Amy, pois aqui o Emir arrumou um ódio profundo por alguém. – Debochei e Emir quase se engasgou com o líquido que tinha na boca. - Eu?! - Sim você Emir. Sempre que você vê aqueles dois irmãos fica assim nesse estado. - Não são aqueles dois irmãos é só um deles e ele tem nome: James. – Sorriu irônico para mim e eu bufei. - Emir não exagere, por favor… Todo mundo merece uma segunda oportunidade. - Você é mesmo ingênua… - Ele agitou a cabeça em sentido de reprovação. - Ingênua? Eu?  – Arqueei uma das sobrancelhas. - Sim você! Acha que aquele i****a merece segundas oportunidades?! Até parece que você não sabe aquilo que ele quer! - E você, Emir?! Você sabe o que eu quero? – Perguntei firme e logo um sorriso bobo escapou da minha boca. – Quero você. Ele suspirou, mas logo sorriu também. - Eu sei. - Mas por vezes não parece. – Fiz bico, mas logo olhei sedutoramente para ele. – Vamos esquecer isso Emir, por favor. – Pedi, puxando a mão dele para mim. - Desculpem eu ser intrometido, mas os dois irmãos voltaram a dar problemas? Emir encarou John e eu fiz o mesmo. - Esqueça John, não quero falar sobre isso. - É melhor antes que Emir exploda de vez. Caímos todos juntos na gargalhada. Em seguida terminámos o nosso almoço e depois fomos dar uma volta pela belíssima cidade Australiana. Nunca tinha vindo aqui, mas confesso que estou adorando e as praias são extraordinárias. Já eram quase 18h quando decidimos regressar ao resort e encontrámos todo mundo na piscina se divertindo. Sugeri a Emir irmos até lá, mas ele preferiu ir para o quarto. Não entendi o motivo de ele querer ficar fechado numas quatro paredes visto que está um final de tarde súper legal. - Não deveríamos ter vindo para o quarto, Emir. Está todo mundo lá curtindo e a gente aqui. - Para de falar bobagem, Charlie. Faz muito tempo que nós dois não estamos juntos e eu sinto saudades disso. – Ele falou depois de se sentar na cama do meu lado esquerdo. – Quero você. – Ele me puxou com cuidado pela cintura e depositou vários beijos nos meus lábios. - Emir… - Eu ri no meio do beijo e ele parou. - O que foi? Achei que queria estar comigo depois de ter dito lá no restaurante na frente de John e Amy que me queria. - E quero, mas não é isso. – Suspirei e ele me olhou com curiosidade. – Eu estou meia preocupada com o Noah. Sabe, ele anda meio estranho desde que a mãe dele decidiu ir procurar o pai dele em Londres. Emir me olhou com a mesma preocupação que se notava no meu rosto. Eu e o Noah havíamos nos tornado bons amigos e Emir reconhecia isso. - É, eu entendo. Já havia comentado isso com a Megan antes. Eu sei bem o que é crescer sem pai. - Claro, mas o Noah não merecia isso, ele é um cara cheio de vida e faz de tudo para distrair sua cabeça dos problemas. Não gosto de pensar na ideia que um de vocês está com problemas. Ele sorriu. - Você vai que a situação dele vai se resolver. - Não sei se acredito nisso. Emir arqueou uma das sobrancelhas. - Porquê? Olha para mim Charlie, eu sofri muito com o fato de ter perdido meu pai, ainda hoje é algo que ainda me perturba, mas foi graças a você que eu consegui mudar e eu estou feliz com essa mudança. Porque com o Noah será diferente? - Eu sei, você está certo, entre a morte do seu pai e a separação dos pais do Noah porque seu pai decidiu mudar de cidade por causa do emprego é uma distância muito grande. - Claro, são situações bem diferentes, mas você vai ver que tudo vai ficar bem para o lado do Noah. Se bem que ele está meio animado com essa coisa do casamento dele com a Megan. - É, tomara que as coisas entre eles deem certo dessa vez. – Rolei os olhos, mas logo sorri. Emir acabou sorrindo também e em seguida me puxou para um beijo apaixonado, cheio de luxúria e desejo. As coisas entre nós dois começaram a esquentar e à medida que o beijo se tornava mais urgente, ele ia passando suas mãos pelo meu corpo, chegando a me deitar na cama com algum cuidado. Continuou me beijando até a porta do quarto bater com alguma força. - Emir, cara… - Ouvimos a voz de Anthony e nem isso serviu para pararmos o nosso beijo. – Well ahm, me desculpem. p***a, porque todos vocês têm sorte no amor e eu não? E porque eu tenho sempre que pegar meus amigos fazendo coisas explicitas? - Porque você não bateu na porta. E porque essa porta estava aberta, hein? – Emir encarou o amigo de cabelo ondulado após ter parado o beijo e se sentar de volta na cama. - Desculpe Emir, mas eu vim ver a onde você e Charlotte se encontravam já que desapareceram do “mapa”. - Anthony, não se preocupe com isso. E fui eu que me esqueci de fechar bem a porta. – Sorri meia sem graça para Anthony e Emir que me encaravam. - Eu vim entregar uns bolos australianos que comprei com o Ray. Achei que fosse gostar disso Emir, pois você é o cara mais guloso da banda. – Anthony forçou um sorriso e após dizer aquilo ele deu as costas para nós dois e em seguida correu até na saída do nosso quarto, fechando a porta logo depois. - My god Emir, Anthony ficou meio constrangido. - Problema dele. – Emir deu de ombros e em seguida me olhou nos olhos. – Além do mais, a culpa é somente sua. - Minha? – Fiz careta. - Claro. Porque quando eu estou perto de você eu não consigo parar de pensar na ideia de beijá-la, de abraçá-la, de sussurrar coisas no seu ouvido… - Ele disse aquilo se aproximando cada vez mais de mim e enquanto me segurava na cintura e me beijava no pescoço. - Sério? E o que você quer sussurrar no meu ouvido? – Soltei uma risadinha ao sentir as cócegas que a barba dele provocava em mim. - Que eu te amo e que você é minha. – Ele sorriu com malícia e se inclinou sobre mim, fazendo com que eu me deitasse de novo na cama. Mais uma vez se preparou para me beijar de forma urgente como fizera anteriormente, mas eu nem dei chances de ele fazer isso. - Você é louco, Emir? E se vem alguém aqui de novo? – Rapidamente me levantei e encarei a porta com um olhar assustado e ele riu. – Eu acho que vou provar um desses bolos australianos que Anthony e Ray compraram. – Eu segurei no pacote que continha vários bolos que pareciam ser de baunilha e comecei destampando o plástico, tudo debaixo do olhar atento de Emir que sorria com alguma malícia ao perceber que eu estava nervosa. – Nossa, que delícia. – Falei após dar uma mordida naquele bolinho e ele mordeu seu lábio inferior enquanto me observava. - Consigo ver isso na sua cara. - É-É. – Falei meia trêmula, pois meu coração batia muito rápido e minha respiração também era descompassada. – Você sabe que eu amo doces, não sabe? - Não tanto como eu. – Ele retirou o pacote das minhas mãos, colocou-o na mesa de noite, tirou o bolinho das minhas mãos e comeu-o todo. - Bobo, você roubou o meu docinho! – Fiz bico e ele riu de boca cheia. - Até que não são maus, mas eu gosto mais de outras coisas. – Disse após ter engolido o bolinho e em seguida me encarou com a mesma malícia de antes. – Quero você. – Com a mesma urgência de há minutos atrás, Emir me segurou de novo na cintura e me deitou na cama, enquanto beijava meu pescoço. - Para com isso… - Gargalhei, mas ele me ignorou e continuou me beijando. Definitivamente esse homem mexia comigo e isso era um fato.   *****   Megan Illinois   - Obrigada pelas aulas de surf, James, adorei. – Falei depois de pousar a board dentro da cabana onde ficava a escola de surf do hotel. - De nada. Amanhã vai ter outra aula se quiser participar está à vontade. – James sorriu para mim e em seguida me entregou uma garrafa de água. - Obrigada mais uma vez. Talvez chame o Noah para participar comigo, sei que ele não gosta muito desse negócio de exportes radicais, mas acho que depois de experimentar ele vai mudar sua opinião. – Falei após dar um gole na minha água. - Está falando do seu noivo? - É. - Tenho notado que vocês dois estão meio distantes um do outro, bem diferentes de que quando chegaram aqui. – James me olhou profundamente nos meus olhos e eu pude ver alguma malícia no seu olhar, mas deixei para lá, achando que fosse coisa somente da minha cabeça. - Não fale do que não sabe. – Franzi o cenho e depois bebi mais um pouco de água. - Porquê? Acho que não fui o único a notar isso. Desde que conheci vocês que vocês não se desgrudavam um do outro e agora passam a maior parte do tempo separados e minha amiga Susan também comentou isso comigo. - Está falando daquela garota que estava com você no dia em que vocês quase atropelaram a Charlotte e o Emir? - É, ela mesmo. Afinal não sou o único a notar isso. – Ele continuou sorrindo, mas dessa vez com mais alguma malícia e eu estranhei o fato de ele estar agindo daquele jeito comigo. – Sei que vocês dois estão noivos, pois não falam sobre outra coisa aqui na Austrália, mas vendo dois noivos estando frios um com o outro, esse casamento não irá dar certo, você não acha? – Perguntou se aproximando de mim e eu fitei-o durante alguns segundos. Será que ele tinha razão no que estava falando? De fato eu e o Noah estávamos um pouco distantes um do outro, mas sempre achei que fosse porque cada um devia ter o seu espaço também, ou ele estava com os seus amigos ou eu estava com as minhas amigas, mas depois do que James me falou eu fiquei um pouco insegura. Seria por algo mais? - James, eu dispenso esse tipo de comentários sobre a minha vida, ok? – Eu olhei séria para ele. – E se foi seu irmão a mandá-lo dizer essas coisas bem pode mandá-lo para a m***a. - Calma, garota. – Ele levantou as mãos pedindo paz. – Eu apenas falei o que eu estou pensando, não é mais do que isso. - Já lhe pedi para não se meter na minha vida. - Tudo bem. Mas pense no que eu falei e pense se esse casamento é o melhor passo a dar no seu relacionamento com o vocal daquela banda. – Ele falou num tom sério e eu continuei a olhar para ele durante alguns segundos até decidir dar as costas e ir em rumo do local onde guardavam o material de praia. Mas qual era a ideia de James? Me deixar insegura? Bom, mas se fosse isso ele estava conseguindo, porque depois do que ele falou eu fiquei pensando coisas estranhas.   *****
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