Thomas Eu estava inocentemente curtindo uma cerveja gelada e assistindo a um jogo de futebol na TV, mergulhado naquele prazer simples de fim de tarde, quando o celular vibrou na mesa ao meu lado. Atendi sem nem pensar, distraído demais para esperar algo importante. — E aí, mano. — Você está sentado? — a voz de Troy soou carregada de um peso estranho. — Sim? — respondi, alongando a sílaba de propósito, como se transformasse a palavra numa pergunta. Que tipo de introdução era aquela? Soava como se ele tivesse algo enorme para dizer. Talvez um novo cliente milionário, talvez um negócio fechado que mudaria tudo. Mas, pelo tom da voz dele, percebi rápido que não era nada disso. Ele parecia quase sem fôlego, como se tivesse acabado de correr uma maratona, ou como se estivesse segurando uma

