Me joguei na cama, completamente exausta. Meu pescoço, pés e costas latejavam de tanto caminhar pelos corredores da mansão sob o olhar severo de Sabrina. Eu tentava me manter rígida para que os livros não caíssem, mas eles insistiam em despencar, forçando-me a recomeçar a tortura sucessivas vezes.
Mesmo com o corpo implorando por repouso, forcei-me a levantar e fui para o banheiro. Despi-me, entrei no box e liguei o chuveiro, deixando a água quente lavar o suor e aliviar a tensão acumulada nos músculos. Encharquei o cabelo com shampoo e comecei a massagear o couro cabeludo com as pontas dos dedos, de olhos fechados.
Eu estava enxaguando os fios quando senti um cheiro familiar, seguido por um par de mãos grandes que seguraram minha cintura com firmeza. Fui puxada para trás com força, fazendo meu corpo colidir contra o dele. Abri os olhos assustada e encontrei Damian. Ele estava completamente nu, com um olhar penetrante que parecia ler minha alma.
— Quem te deu permissão para entrar aqui, Damian? — perguntei, tentando me soltar, mas ele me apertou ainda mais contra si, arrancando-me um gritinho de surpresa.
— Eu não preciso de autorização para tocar no que é meu — ele sussurrou, aproximando o rosto e deixando seus lábios a milímetros dos meus.
— Eu não sou, e nem nunca fui, sua proprie...
Antes que eu pudesse terminar a frase, ele esmagou seus lábios contra os meus. Damian me beijou com voracidade enquanto suas mãos deslizavam pelas minhas coxas, levantando-me e pressionando minhas costas contra o azulejo gelado da parede. O choque térmico me fez suspirar. Ele pressionava seu m****o rígido contra minha i********e, enquanto suas mãos me mantinham erguida; seus dedos se enterravam na minha pele e eu gemia baixinho, rendida ao contato.
Com um movimento brusco, ele desligou a água e me levou para o quarto, distribuindo mordidas e beijos pelo meu pescoço. Deitou meu corpo ainda molhado sobre a cama e posicionou-se sobre mim. Ele voltou a me beijar com intensidade, movimentando o quadril em um ritmo provocante que despertou uma necessidade crescente em meu baixo ventre. Envolvi sua cintura com minhas pernas, puxando-o para mais perto, desejando que ele preenchesse o vazio que queimava em mim.
Damian afastou os lábios dos meus e posicionou-se para entrar. Ele iniciou o movimento devagar, torturante, mas uma batida forte na porta foi o suficiente para me tirar do transe. O choque de realidade me deu forças para empurrá-lo de cima de mim. Ele me olhou surpreso, mas se afastou, voltando para o banheiro.
Corri para o closet e gritei para que a pessoa entrasse, já sabendo pelo cheiro que se tratava de Dario. Ouvi a porta se abrir enquanto eu vestia apressadamente uma calcinha e uma camisola de seda preta.
— Pensei que estivesse sozinha — disse Dario, sua voz vindo do quarto.
— Eu também pensei, mas seu irmão decidiu me fazer uma surpresa invasiva — respondi, pegando uma toalha para secar o cabelo.
Saí do closet e o constrangimento me atingiu em cheio. Dario estava parado, olhando fixamente para a marca de umidade que nossos corpos molhados haviam deixado no lençol. Antes que eu pudesse formular qualquer explicação, Damian saiu do banheiro apenas de toalha, exibindo uma confiança irritante. Não acreditei que ele ainda tivera a audácia de terminar o banho e sair daquela forma.
— Não tinha outra hora para aparecer, irmãozinho? — perguntou Damian, sentando-se na cama e lançando um olhar debochado para Dario, que ergueu uma sobrancelha para mim em questionamento. — Estávamos prestes a ter uma...
Antes que ele completasse aquela frase maldita e constrangedora, agarrei Damian pelo braço e o empurrei para fora do quarto, ignorando seus protestos sobre estar seminu. Bati a porta na cara dele.
— Eu pensei que vocês estivessem brigados — comentou Dario, olhando para a cama molhada com um sorriso malicioso.
— Vai embora, Dario! Amanhã conversamos — falei, empurrando-o também para fora, sentindo meu rosto arder de vergonha pelo estado revelador do meu quarto.