Capítulo:35-Dylan Pov

601 Words
​Eu não pensei em nada quando atravessei o fogo para ajudar Anika; eu só queria fazer por ela o que não consegui fazer por Olívia. Eu sabia que Stella me ajudaria se algo desse errado, só nunca imaginei que perderia a consciência e acordaria com um beijo. Pelo gosto dos lábios, eu sabia que era Anika. Tentei me controlar para não corresponder por causa de Stella, mas o desejo me dominou. Correspondi com um beijo gentil e demorado, e só a Deusa da Lua sabe o quanto desejei sentir aqueles lábios novamente. ​Quando nos separamos para recuperar o fôlego, Damian estava encostado no carro, de braços cruzados, olhando o relógio com impaciência. ​— Até que enfim. Já não aguentava mais ver essa cena desagradável — disse ele, enfiando as mãos nos bolsos da calça. ​— Cadê o Dario? — Anika perguntou, levantando-se apressada. ​— Foi atrás da Stella. Ela viu o "espetáculo" de vocês dois. ​Estava nítido na expressão de Damian que ele controlava a fúria. Levantei-me do chão, o peito apertado de preocupação por Stella. Ela havia me salvado e eu a machuquei como um maldito egoísta. ​Minutos depois, Dario surgiu entre as árvores com Stella completamente nua em seu ombro. Ela gritava e batia nele sem parar. Por um momento, senti um desconforto estranho ao vê-la assim nos braços do meu irmão, mas ignorei. ​— Dylan, esse problema é seu — Dario falou, colocando-a no chão diante de mim. ​Stella tentou correr novamente, mas segurei seu braço com firmeza. ​— Me larga! — gritou, tentando se soltar. ​Sem dizer uma palavra, eu a peguei e a joguei dentro do carro. Dei a volta e assumi o volante. Durante toda a viagem de volta, o silêncio dela era ensurdecedor. Tirei meu blazer com uma das mãos e o joguei sobre seus ombros para cobri-la. ​Ao chegarmos à mansão, estacionei de qualquer jeito. Ela abriu a porta e tentou fugir outra vez. Mesmo com as queimaduras ardendo em meu corpo, joguei-a por cima do ombro e a levei para dentro. A teimosia de Stella estava me tirando do sério, e eu lutava para não fazer algo imprudente do qual me arrependeria depois. ​— p***a, Stella, fica quieta! — exclamei, dando um tapa estalado em sua b***a para que parasse de se bater. ​Ao cruzarmos a porta principal, notei alguns guerreiros cobiçando o corpo dela. O sangue ferveu. Se ela ao menos tivesse pensado em vestir o vestido, não teria uma dúzia de homens olhando para o que era meu. Subi as escadas, entrei no meu quarto e a arremessei na cama. ​— Eu vou embora! Me deixa em paz, Dylan! — ela gritava entre soluços, tentando me empurrar. ​— Você não vai a lugar nenhum até se acalmar — sentenciei. Saí do quarto e a tranquei lá dentro. ​Eu precisava conversar com Anika primeiro. Sabia que meus irmãos me odiariam pelo que eu estava prestes a fazer, mas era inevitável. Desci as escadas, saí da mansão e esperei que eles retornassem. O carro de Dario estacionou logo atrás do meu. Damian saiu segurando a mão de Anika, que parou bruscamente assim que me viu. ​— Cadê a Stella? — Dario perguntou, estreitando os olhos. ​— Tranquei-a no quarto — respondi, sem tirar os olhos de Anika. ​— Você enlouqueceu de vez, Dylan? — Dario usou um tom de voz perigosamente sério. ​Ignorei-o. Abri a porta do meu carro e encarei a ruiva à minha frente. ​— Anika, vem comigo.
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