Ver eles brigando por causa de uma decisão imprudente que tomei em fingir não sentir o laço de companheiros me fez perceber que eu realmente fui egoísta, pensando somente em mim. E agora, ver Dylan me olhando com puro ódio fez meu coração doer.
Dario se aproximou da cama, sentou-se ao meu lado e segurou minha mão.
"Eu aceito." Dario falou, olhando nos meus olhos.
Eu sorri feliz para ele, mas o que ouvi a seguir fez meu coração rasgar.
"Eu não vou e não quero," falou Dylan, saindo do quarto tempestuoso.
Senti a queimação das lágrimas em meus olhos e soluços involuntários. Doía e magoava vê-lo me tratar daquele jeito, mas eu queria respostas, queria um motivo para tanto ódio.
Eu me levantei da cama e comecei a vestir minha camisola, sem me importar com os olhos de Damian e Dario em meu corpo nu. Saí do meu quarto e fui atrás de Dylan.
Eu podia ouvir os passos apressados de Damian e Dario atrás de mim.
Parei em frente ao quarto de Dylan e bati na porta. Pelo cheiro, eu sabia que ele estava lá dentro. Bati novamente, mas ele não abriu. A frustração e a raiva dentro de mim estavam me deixando furiosa.
"Anika, vem descansar. Amanhã você conversa com ele," falou Dario, tentando me convencer.
"Não vou sair daqui até ele resolver abrir, nem que eu bata a noite toda," falei entre soluços, e segui batendo diversas vezes na porta, até meus dedos sangrarem.
Damian se aproximou de mim, tentando me afastar da porta. Mas, para afastá-lo, eu segurei a mão dele, e ele caiu no chão, agonizando de dor com um simples toque