Eu estava frustrada, com ciúmes e queimando de raiva. O pior de tudo era que eu vi nos olhos de Dylan: por mais que ele a rejeite, ele é apaixonado por ela. Vi a forma como a olhava; era aquele maldito olhar que eu sempre via quando ele olhava para minha irmã. Tinha raiva, desejo e, o pior de tudo, amor.
Mas, quando Damian ameaçou me punir, o comportamento de Dylan foi diferente, quase indecifrável. Eu jurava que ele me puniria por machucar sua preciosa Anika, mas ele me defendeu. Eu estava movida pela fúria, nem percebi quando Dylan passou os braços pelas minhas coxas e me jogou por cima do ombro.
"Me põe no chão, Dylan!", gritei, socando suas costas, mas ele apenas rosnou e continuou andando. Ele abriu a porta do quarto, entrou e me arremessou na cama.
"Por que me trouxe aqui? Eu não vou ficar, Dylan! Não quero mais olhar na sua cara!", falei, levantando-me para sair, mas ele bloqueou meu caminho, trancou a porta e guardou a chave no bolso da calça moletom.
"Não. Eu não vou deixar você sair nervosa assim, Stella. Eu te conheço e sei que fará algo imprudente."
"Eu vi, Dylan! Vi o jeito que você olhou para ela. Percebi em menos de cinco segundos que você a ama!", gritei, chorando. Ele não respondeu, mas também não negou. Apenas foi ao frigobar e serviu-se de uísque. "Você é um covarde! É a única coisa que sabe fazer: se esconder atrás do álcool!"
Ele disparou na minha direção e agarrou meu braço com força.
"Cala a p***a da boca, Stella!", rosnou. Seu rosto estava tão perto que eu sentia o calor de sua respiração.
"E vai fazer o quê? Me matar igual matou a minha irmã?", perguntei, cega pela raiva. Eu sabia que tocar nesse assunto o destruiria, mas eu queria que ele sentisse a mesma agonia que eu estava sentindo. Talvez assim ele me compreendesse.
"Eu sei o que você quer, Stella, e não vou cair no seu jogo. Agora, sente-se na p***a dessa cama e cala a boca!", ele gritou.
Minha mão agiu sozinha. Dei um tapa forte e bem dado no lado direito do rosto dele. O som estalou no quarto. Pisquei algumas vezes, sem acreditar que tinha batido no meu Alfa. Droga, eu estou ferrada. Dylan me olhou com os olhos fervendo; por um momento, achei que ele se transformaria e me devoraria ali mesmo.
Mas ele fechou os olhos e respirou fundo. Então, ele me jogou novamente sobre o ombro, sentou-se na beira da cama e me colocou deitada em seu colo, com a barriga para baixo.
"Me larga! O que você está fazendo?!", gritei quando senti ele levantar meu vestido.
"Vou fazer o que o Romeu deveria ter feito há muito tempo, Stella," disse ele, desferindo um tapa em minha b***a.
"Para com isso! Você não é meu pai, seu i****a!", protestei, sentindo outro tapa que queimou ainda mais que o anterior.
"Fica quieta ou baterei com mais força. Garanto que não quer isso, ou terá dificuldades para se sentar depois."
Eu xinguei e gritei, e a cada protesto, o tapa vinha mais forte. Parei de gritar quando a dor começou a se misturar com outra sensação. Minha pele ardia, mas minha i********e começou a pulsar, ficando úmida. Dylan parou no instante em que sentiu o cheiro da minha excitação e abaixou meu vestido.
"Você é realmente impossível," ele murmurou, arqueando uma sobrancelha.
"Não tenho culpa. Foi você quem me provocou," falei, tentando me sentar na cama, mas logo me levantei ao sentir a ardência real.
"Era para ser um castigo, Stella, não um gatilho para o seu desejo. Você é uma depravada."
"Olha quem fala! O pervertido que me ensinou as coisas mais sádicas entre quatro paredes," retruquei, cruzando os braços.
"Coisas das quais você tirava grande proveito, não nos esqueçamos disso," Dylan disse, voltando para o uísque.
"O que você vai fazer, Dylan? Você a ama. Eu não quero ser uma pedra no seu caminho."
Ele serviu o copo e me olhou seriamente. "Não se preocupe, Stella. Você não é, e nunca será, um problema para mim."