Capítulo:07- Dylan POV

668 Words
Eu estava na entrada da mansão quando ouvi as servas cochicharem que meu irmão havia entrado com uma garota ferida da floresta. ​Fiquei curioso e queria ver que garota era para meu irmão ficar tão preocupado e levá-la para a nossa casa. ​Vi o curandeiro subindo as escadas com a serva da nossa mãe e os segui, pensando que Damian realmente havia perdido a cabeça ou que alguma feitiçaria o tinha feito se apaixonar. Se não fossem esses motivos, qual seria? O cara era muito seletivo em relação às mulheres; em vinte e seis anos, eu o vi com apenas três mulheres. ​Mas, quando cheguei no corredor, o delicioso cheiro de pêssego e baunilha me dominou. Meu lobo ficou agitado e repetia: "Companheira!" ​Eu não podia acreditar que, depois de anos, minha companheira resolveu surgir das sombras, onde quer que estivesse todos esses anos. Foi quando a vi, deitada e inconsciente. ​Entrei e olhei para Damian, deitado no sofá de canto e parecendo muito estressado, e para Dario, que estava falando com o curandeiro, o qual parecia apressado em examinar a garota. ​"O que está acontecendo aqui?" Perguntei aos meus irmãos. ​"Eu a encontrei desmaiada na divisa das fronteiras." Respondeu Damian, me olhando. ​"E resolveu trazer essa estranha para dentro de casa? Só a Deusa sabe o que ela deve ter feito para estar assim." Falei, com a raiva crescendo dentro de mim. ​"Dylan, ela é minha companheira, ou melhor, minha e do Dario." ​"Como assim, sua e do Dario?" Perguntei, olhando para ele e depois para Dario, que parecia estressado. ​"Sentimos o laço de companheiros com ela." Falou Dario, soltando um suspiro cansado e olhando o curandeiro trabalhar nos ferimentos da garota. ​"Que p***a está acontecendo aqui? Isso é impossível! Como podemos ter uma única companheira se nem ao menos somos gêmeos?" Perguntei, incrédulo. ​"Também não sabemos. Temos que esperar ela acordar." Falou Damian. ​"Alfas, é quase um milagre ela estar viva, pela quantidade de prata em seu corpo, mas ela ficará bem." Disse o curandeiro, desviando nossa atenção enquanto fazia curativo nos ferimentos dos braços. ​"E por que ela ainda não acordou?". Perguntou Dario, parecendo preocupado. ​"Além da prata, também há uma grande quantidade de acônito no organismo dela. Essa é a explicação por ela ainda estar inconsciente. Os ferimentos vão melhorar conforme o organismo dela for limpando, então terão que cuidar dos ferimentos." Explicou o curandeiro, tirando algumas ervas da bolsa. ​"Quanto tempo vai demorar até ela acordar?" ​"Provavelmente, quando a quantidade de acônito diminuir. Até lá, só nos resta esperar. Eu voltarei amanhã para examiná-la. Agora, se me permitem, irei me retirar, Alfas." ​Eu me aproximei da cama e me sentei ao lado dela para examinar seu rosto melhor. Nossas mãos se encostaram e arrepios percorreram meu corpo, como faíscas, deixando meu lobo agitado. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Já faziam cinco dias, cinco malditos dias, que ela não acordava, e eu já estava ficando maluco. Meu lobo estava agitado, querendo sua companheira, e meu objetivo não era esse. ​Damian estava sentado, tratando dos ferimentos dela, como o curandeiro nos ensinou a cuidar e dar os elixires para dar-lhe nutrição. Eu e meus irmãos nos revezávamos para cuidar dela, já que odiávamos ver qualquer outra pessoa tocando nela. Harpe queria atacá-los. Eu tinha sempre que resistir e acalmá-lo. ​Sentei no outro lado da cama e olhei para o rosto dela. Sua pele pálida, mas sua beleza ainda chamava a atenção. Seu pequeno queixo levava a um nariz pequeno e delicado. Seus lábios eram cheios e rosados. Seu cabelo era vermelho e brilhante como uma chama. ​"Nada mal." Murmurei, avaliando o rosto dela. ​Eu tinha a curiosidade de ver seus olhos. Imaginei que seriam tão bonitos quanto sua aparência. Toquei os lábios dela com o dedo, e ela respondeu: franziu a testa e abriu os olhos. E, finalmente, pude ver aqueles lindos olhos azuis me olhando.
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