Capítulo 4 – Proposta Indecente

1757 Words
Theo a conduziu até o quarto com uma confiança inabalável. O ambiente estava iluminado por uma suave luz dourada que emanava de uma lâmpada de pé perto da janela. O quarto de Theo era um reflexo dele: sofisticado, impessoal e, ao mesmo tempo, carregado de uma energia palpável. Olívia sentiu uma mistura de medo e excitação crescer dentro de si. Ele a empurrou suavemente contra a parede ao entrar no quarto e, com um movimento rápido, tirou a jaqueta que ela ainda usava. O som do tecido sendo rasgado do seu corpo pareceu reverberar no espaço, e ela se deu conta de como estava vulnerável, completamente à mercê dele. — Você parece nervosa — Theo murmurou, passando os dedos por seu pescoço de forma possessiva. Seu toque era gentil, mas a intensidade por trás dele não passava despercebida. — Eu não sou do tipo que se entrega fácil, Theo — Olívia respondeu, tentando recuperar um pouco do controle que sentia escapar de suas mãos. Mas suas palavras não fizeram diferença. Theo não a estava ouvindo da maneira que ela queria. Ele se aproximou mais, o calor de seu corpo agora quase insuportável. A presença dele era tão avassaladora, que tudo ao seu redor parecia desaparecer, e tudo o que ela podia sentir era a energia elétrica entre eles, crescendo a cada segundo. — E eu não sou o tipo de homem que aceita um ‘não’ como resposta. Você vai aprender isso da maneira mais difícil, Olívia. — A voz dele estava suave, mas carregada de uma ameaça inegável. O arrepio percorreu sua espinha. Ela podia sentir o poder em suas palavras, mas algo dentro de si começava a se rebelar contra a ideia de ser dominada, de se submeter. No entanto, quando Theo a puxou novamente para um beijo urgente, todas as suas resistências pareciam derreter. Ele a beijou com uma fome imensa, sem dar tempo para que ela reagisse. Seus lábios eram exigentes, e a língua dele, hábil, a fez esquecer qualquer preocupação ou razão. Theo tinha o controle de todo o seu corpo, e ela sabia que não conseguiria se livrar de sua presença tão facilmente. Com uma rapidez assustadora, Theo a fez se deitar na cama, suas mãos ágeis removendo o resto das roupas dela. Olívia tentou manter o controle, mas a maneira como ele a tocava, como ele a fazia sentir, parecia consumi-la de dentro para fora. Ela não queria admitir, mas o desejo por ele estava queimando dentro de seu peito, tão forte quanto o fogo que ele parecia acender em cada toque. — Você quer me deixar no controle, Olívia? — Theo perguntou, olhando-a com aqueles olhos escuros que pareciam enxergar além das suas defesas. Ela não disse nada, mas a resposta estava evidente. O corpo dela já estava reagindo à maneira como ele a tocava, com um desejo crescente que ela não conseguia ignorar. Sua mente gritava para resistir, mas o calor que corria por suas veias era mais forte. — Eu gosto quando as mulheres se entregam. Quando elas deixam a vontade de controlar desaparecer. — Theo sorriu, uma expressão satisfeito, como se já soubesse o que ela estava pensando. Ele não precisaria esperar por muito mais tempo. Olívia sentiu seu corpo afundar mais na cama enquanto Theo se aproximava mais, sua mão firme sobre sua coxa. A tensão entre eles estava insuportável agora, e ela não sabia se queria que ele a tocasse ainda mais ou se desejava afastá-lo. Mas quando ele inclinou a cabeça e roçou os lábios em sua orelha, seu corpo não pôde mais ignorar o desejo que ele despertava nela. — Diga-me, Olívia... — ele sussurrou, a voz baixa e rouca — Você quer me desafiar até o fim ou vai se entregar ao que está entre nós? Olívia não respondeu de imediato. Seus lábios estavam secos, o coração batendo com força contra o peito. Havia algo em Theo que a desestabilizava de maneiras que ela não conseguia compreender, mas, ao mesmo tempo, ela não conseguia negar o que sentia por ele. Ela finalmente engoliu em seco e, em um ato de coragem, ou talvez de pura rendição, sussurrou: — Eu vou me entregar. Theo sorriu de forma triunfante, como se tivesse acabado de vencer um jogo perigoso. — Boa escolha, Olívia. Eu vou mostrar que, quando me entrego a algo, não há volta. Ele então a envolveu em seus braços, mergulhando-a em um mar de sensações intensas, onde a linha entre prazer e dominação se tornou impossivelmente tênue. O poder de Theo sobre ela estava claro, mas, naquele momento, ela já não se importava mais. Theo estava imerso na intensidade do momento, seus movimentos rápidos e decisivos, como se estivesse dançando uma dança conhecida, mas de forma única, com Olívia. Ela, por outro lado, tentava processar o turbilhão de emoções que a invadiam enquanto seus corpos se entrelaçavam, se aproximavam, se afastavam, se encontravam novamente em um jogo sem regras. Cada toque dele fazia com que ela perdesse mais o controle, e, ao mesmo tempo, algo dentro dela começava a se libertar, como se uma parte dela tivesse esperado por esse momento desde sempre. Ele não era um homem qualquer. Não era apenas a sua aparência, a postura confiante ou a maneira com que tomava o comando da situação. Era o poder de sua presença, a capacidade de tomar tudo ao seu redor e fazer com que ela cedesse. E, o mais desconcertante, era como ela estava disposta a ceder. Seu corpo estava grato, respondendo à sua autoridade com uma entrega visceral. Algo nele despertava nela uma paixão primal, algo que ela não sabia que existia, mas que agora se sentia sem poder negar. Theo estava tão concentrado nela que os limites do mundo exterior começaram a desaparecer. Cada movimento seu a fazia querer mais. Quando ele a puxou para si, a fitando com intensidade, ela sentiu o calor de seu corpo transbordar por ela, fazendo com que cada respiração fosse um fôlego de desejo. Ele estava no controle, mas ela não se importava mais. Algo em sua mente, algo profundamente instintivo, dizia que a entrega era inevitável, e ela já não queria resistir. "Você é tão linda quando se entrega", ele disse, a voz rouca de desejo. "Eu sabia que você tinha isso dentro de você." Olívia fechou os olhos por um momento, absorvendo suas palavras. Algo em seu estômago se apertou, mas não de medo, e sim de um prazer tão intenso que ela m*l podia compreender. A maneira como ele a via, como ele a desejava, era inebriante. Não havia mais espaço para hesitação. Ela se sentia viva de uma forma que nunca imaginara, como se estivesse flutuando entre o prazer e a necessidade de se perder naquilo tudo. "Eu... eu não sabia que você poderia ser assim", ela murmurou, seus lábios ainda quentes de seu beijo anterior. O corpo dela estava tenso, mas ao mesmo tempo não conseguia parar de responder ao toque dele. Theo sorriu, como se tivesse esperado exatamente essa resposta. "Você ainda não viu nada", ele sussurrou. A palavra "ainda" foi como uma promessa. A maneira como ele tocava seu corpo, cada movimento, parecia meticulosamente calculado para provocar uma reação, uma resposta. Theo estava lentamente, mas com precisão, rasgando suas defesas. Ela se perguntava se ele sabia exatamente o que fazia com ela, se ele tinha a intenção de deixá-la totalmente vulnerável, mas a verdade era que ela já se sentia assim. E isso a assustava mais do que qualquer outra coisa. Theo inclinou-se novamente, suas mãos se movendo para os quadris dela enquanto ele se aproximava de seu pescoço, seus lábios tocando a pele dela com uma suavidade que contrastava com a intensidade do momento. Ele estava fazendo tudo de uma maneira que fazia com que ela se sentisse como se estivesse flutuando entre duas realidades: uma em que ela queria gritar para ele parar e outra em que ela só queria que ele continuasse, sem fim. "Olívia, você não tem ideia do que é ser minha. Não sabe o quanto isso pode ser... arrebatador", ele disse, sua voz carregada com uma promessa de prazer e controle. Ela sentiu o peito apertar ao ouvir suas palavras. Parte dela queria gritar, interromper, fugir, mas uma outra parte, aquela que estava cativada pelo poder dele, queria mais. Ela queria ver até onde essa entrega poderia a levar, mesmo que isso significasse perder o controle completamente. Theo puxou suas pernas para cima, ajustando o seu corpo de uma forma que fez Olívia sentir um calor profundo em seu ventre. O desejo dela estava se tornando algo impossível de ignorar. Ela não sabia o que era mais avassalador: o medo ou o desejo. Mas, naquele momento, o medo parecia pequeno, irrelevante diante da força do que ela estava sentindo. Ele se abaixou, seus olhos se fixando nos dela, buscando qualquer sinal de resistência. Mas ela já não tinha mais resistência a oferecer. Quando os lábios dele tocaram sua pele novamente, o prazer foi tão intenso que ela não conseguiu mais esconder o que sentia. Theo a possuía de uma maneira que não era só física, mas emocional também. Ele estava dentro dela de uma forma que transcendia a carne. Ele a conhecia, a entendia sem que ela precisasse dizer uma palavra. Tudo entre eles era puro desejo, uma tensão que os unia com uma força que ela nunca tinha experimentado antes. "Eu posso te dar o que você quiser, Olívia", Theo disse, suas palavras como um sussurro quente em seu ouvido. "Mas você vai ter que se entregar de verdade. Você vai ter que me dar o que mais tem de precioso." Ela fechou os olhos e respirou profundamente. Era uma proposta indecente, mas ao mesmo tempo, algo nela dizia que ela não tinha escolha. O que estava acontecendo entre eles não tinha volta. "Eu vou me entregar", ela disse, quase sem perceber o quanto suas palavras eram sinceras. Ela não sabia o que estava por vir, mas estava pronta para enfrentar o que Theo fosse capaz de fazer com ela. O sorriso dele foi triunfante, e, ao mesmo tempo, um reflexo de uma vitória que ela não sabia que estava prestes a ser perdida. Theo a dominou de uma maneira que foi muito além da atração física, uma promessa de prazer, controle e paixão, tudo ao mesmo tempo. Olívia agora sabia que ela estava nas mãos dele, e que sua entrega seria a única forma de entender até onde essa relação, tão imprevisível quanto tentadora, poderia levá-la.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD