O silêncio entre eles era espesso como fumaça. Olívia ainda estava deitada, sentindo o calor do corpo de Theo ao lado do seu. O quarto estava imerso na penumbra, iluminado apenas pela luz suave que entrava pela enorme janela de vidro. O cheiro dele ainda estava em sua pele, misturado ao perfume amadeirado que parecia impregnar os lençóis. Ela queria acreditar que poderia simplesmente se levantar e seguir com sua vida como se nada tivesse acontecido. Mas algo dentro dela sabia que não era tão simples assim. Na noite anterior, ela havia cruzado um limite invisível. Um que não permitiria retorno. Theo deslizou a mão por sua cintura, os dedos quentes desenhando círculos preguiçosos em sua pele. Ele a puxou para mais perto, sua respiração acariciando a curva do pescoço dela. — Hora de con

