Capítulo 6 – O Jantar que Mudou Tudo

1187 Words
Olívia estava nervosa. Ela tentava disfarçar, tentando parecer calma e despreocupada, mas a verdade era que, desde o momento em que Theo a convidou para o jantar, um turbilhão de emoções havia se instalado em seu peito. Ela sabia que esse encontro seria diferente. Sabia que algo estava prestes a mudar entre eles. E, embora tentasse racionalizar suas ações, o desejo de estar com ele, de experimentar o que ele lhe oferecia, era algo que ela não conseguia ignorar. Theo havia escolhido um restaurante elegante e isolado, com luzes suaves que criavam um ambiente intimista e quase mágico. O tipo de lugar onde os segredos podem ser sussurrados sem que ninguém perceba. E, para Olívia, esse convite parecia mais uma promessa do que uma simples refeição. Ela não sabia o que esperar, mas sentia que as cartas estavam sendo jogadas na mesa, e ela estava prestes a ser arrastada para algo muito maior do que imaginava. Ao entrar no restaurante, o anfitrião a conduziu até a mesa reservada, um canto discreto e à luz de velas, onde Theo já a aguardava. Ele estava impecável, como sempre. Seu terno escuro moldava seu corpo de maneira sedutora, e o olhar que ele a lançou ao vê-la entrar estava carregado de uma intensidade que fez seu coração acelerar. "Olívia", disse Theo, levantando-se para cumprimentá-la. A maneira como ele pronunciou seu nome parecia envolver cada sílaba em algo profundo, algo irresistível. Ele a guiou até a cadeira, seus dedos tocando brevemente os dela. Um toque simples, mas que fez uma onda de calor percorrer sua espinha. "Você está deslumbrante", ele disse, a voz baixa, e Olívia não pôde deixar de perceber a sinceridade naquelas palavras. Ele a observava de uma maneira que a fazia sentir-se exposta, como se ele soubesse todos os seus segredos, todas as suas fraquezas. Ela sorriu, tentando disfarçar a tensão crescente dentro de si. "Obrigado", respondeu ela, sua voz um pouco mais fraca do que gostaria. Theo se acomodou à mesa, seus olhos nunca se afastando dos dela. A conversa começou de maneira leve, com comentários sobre a comida e o ambiente, mas a cada palavra, a cada olhar trocado, a tensão aumentava. Olívia podia sentir isso no ar, como se algo estivesse prestes a explodir entre eles. Era inegável: o desejo estava ali, palpable, ardente. Eles falaram sobre trivialidades, mas era como se todas as palavras estivessem sendo ditas apenas para preencher o silêncio que os consumia. A cada risada de Theo, Olívia sentia sua própria resistência se desfazendo, como se ele tivesse o poder de desconstruí-la de dentro para fora. Ela sabia que o desejo que ela sentia por ele estava crescendo, mas não podia admitir. Não podia ceder tão facilmente. Afinal, ela estava tentando manter o controle, tentando se proteger de um homem que, claramente, não estava interessado em joguinhos. "Você tem ideia do que está fazendo comigo?", disse Theo, de repente, suas palavras cortando o silêncio. Ele se inclinou para frente, os olhos fixos nos dela, como se estivesse esperando por uma resposta, como se soubesse que ela estava ciente do que ele queria, mas ainda hesitava. Olívia olhou para ele, sentindo uma mistura de desejo e resistência. "O que você quer dizer com isso?", perguntou, sua voz mais firme do que ela se sentia. Ela não sabia se estava se perguntando ou se estava se desafiando. Theo sorriu, um sorriso que tinha algo de perigoso. "Você sabe exatamente o que quero dizer. Está claro como o dia. Você e eu... não podemos continuar fingindo que nada está acontecendo entre nós." Ela engoliu em seco, tentando manter a calma. O que ele estava dizendo estava longe de ser uma surpresa, mas ouvir aquelas palavras saindo da boca dele parecia torná-las ainda mais reais, mais impossíveis de ignorar. Theo estava certo. Eles não podiam mais fingir. "Eu não sei o que você está esperando", Olívia disse, tentando manter uma atitude indiferente. "Eu não sou... o tipo de mulher que se entrega tão facilmente." Theo deu uma risada baixa, divertida, como se ela fosse uma criança tentando se convencer de algo que sabia ser mentira. Ele se recostou na cadeira e olhou para ela com uma intensidade que a fez sentir-se desnuda, vulnerável. "Eu não espero que você se entregue facilmente", ele disse, sua voz carregada de desejo. "Eu sei que você é uma mulher forte, Olívia. E é isso que me atrai ainda mais. Mas você não pode negar o que estamos criando aqui. Não pode ignorar o que sentimos." Ele deu um leve suspiro, quase como se estivesse arrependido de revelar tanto. Mas, antes que ela pudesse reagir, ele se inclinou novamente, mais perto dessa vez, e seu olhar ficou mais quente, mais penetrante. "Eu sei que você quer, Olívia", ele sussurrou. "Eu sei que você não consegue resistir a mim. E eu também não consigo resistir a você." Olívia sentiu um arrepio percorrer sua pele. Ela sabia que, em algum lugar profundo dentro de si, ela também queria. Mas havia uma parte dela que se recusava a ceder, que se recusava a acreditar que estava prestes a se entregar tão facilmente a um homem como Theo. Ela ainda tentava manter sua racionalidade, mas, por dentro, tudo o que ela desejava era se perder nos braços dele. Theo notou a luta interna que ela estava travando e sorriu com um certo prazer. Ele gostava de vê-la hesitar, gostava de sentir que ele estava a arrastando para esse jogo perigoso. Ele sabia que ela não seria capaz de resistir por muito mais tempo. O jantar continuou, mas as palavras se tornaram irrelevantes. Tudo o que Olívia conseguia pensar era no homem à sua frente, no desejo que ela estava lutando para controlar, no toque de suas mãos, no calor de seu olhar. A tensão entre eles estava agora quase insuportável. Ela sentia como se estivesse prestes a explodir, e sabia que, quando isso acontecesse, não haveria mais volta. E, como se para confirmar seus pensamentos, Theo finalmente se levantou. Ele caminhou até ela, cada passo mais decidido, e parou ao seu lado. Olívia olhou para ele, seu coração disparado, e, por um breve momento, o tempo pareceu parar. Ela sabia o que estava prestes a acontecer. Com um movimento lento, quase predatório, Theo se inclinou e, com a suavidade de um predador, pressionou seus lábios contra os dela. Foi um beijo tenso, um beijo que reuniu todas as emoções que eles estavam reprimindo durante toda a noite. Era um beijo exigente, quente, que dizia tudo o que nenhum deles estava disposto a admitir em palavras. Olívia sentiu-se tonta, seus lábios cedendo imediatamente à pressão de Theo. Ela não podia mais negar o que sentia. A atração, a necessidade, o desejo... tudo isso estava ali, dentro dela, e não havia mais como controlar. O beijo se intensificou, e ela soube, naquele momento, que tudo o que acontecera até ali estava prestes a se transformar em algo muito maior. Eles estavam finalmente se rendendo um ao outro, sem mais resistências, sem mais joguinhos. O jantar tinha mudado tudo. E agora, não havia mais como voltar atrás.
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