O silêncio na cobertura de Theo era pesado, carregado de promessas e segredos não ditos. Olívia ainda sentia o gosto dele em seus lábios, a pressão firme de suas mãos contra seu corpo. Sua mente gritava que precisava sair dali, mas seu corpo recusava-se a obedecer.
Theo a observava com aqueles olhos intensos, como se estivesse decifrando cada pensamento dela. Ele não se mexia, apenas segurava o copo de uísque entre os dedos longos e firmes, como se estivesse lhe dando tempo para processar o que acabara de acontecer.
Mas tempo era algo que Olívia sabia que não teria.
— O que foi isso? — Sua voz saiu mais rouca do que esperava.
Theo deu um meio sorriso, jogando a cabeça levemente para o lado.
— Você sabe exatamente o que foi.
Ela cruzou os braços, tentando parecer firme, mas a lembrança do toque dele ainda queimava em sua pele.
— Você me beijou sem pedir.
Ele riu baixinho, aproximando-se um passo.
— E você me beijou de volta.
O ar ficou tenso novamente. Theo era intenso, perigoso, e Olívia não sabia como lidar com alguém como ele. Sentia que estava em uma teia invisível, sendo atraída para algo que poderia consumi-la por inteiro.
— Eu deveria ir embora.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— E por que não vai?
Ela abriu a boca, mas não soube responder.
— Porque você sente isso tanto quanto eu? — ele murmurou, aproximando-se mais.
Olívia sentiu a respiração falhar quando Theo estendeu a mão e deslizou os dedos pelo seu braço, subindo devagar até sua nuca. Ele puxou de leve, inclinando sua cabeça para trás, obrigando-a a olhar diretamente em seus olhos.
— Eu não sou um homem paciente, Olívia.
Ela engoliu em seco.
— E o que isso significa?
Os lábios dele roçaram sua orelha enquanto sussurravam:
— Significa que quero você. E não aceito um ‘não’ como resposta.
O coração de Olívia disparou. As palavras de Theo eram uma mistura de promessa e ameaça, e ela não sabia se deveria lutar contra isso ou se entregar de vez.
— Isso não funciona assim — ela murmurou, tentando recuperar o controle.
Theo soltou uma risada baixa, deslizando a mão por sua nuca até seu rosto, traçando seu maxilar com o polegar.
— Funciona quando eu faço funcionar.
A autoconfiança dele era avassaladora. Olívia nunca conhecera um homem como ele. Havia algo quase selvagem em Theo, um magnetismo brutal que fazia seu corpo reagir de formas que ela não queria admitir.
— Você quer um contrato? — ela ironizou, tentando desafiá-lo.
Os olhos dele brilharam com diversão.
— Se fosse necessário, eu faria um. Mas não precisamos de um papel para saber que isso é inevitável.
Ela odiava admitir que ele estava certo.
— E se eu disser que não quero?
Theo inclinou a cabeça, analisando-a.
— Então eu saberia que está mentindo.
Ela cerrou os punhos, frustrada.
— Você não pode simplesmente exigir que eu me entregue a você.
— Não? — Ele deslizou a mão para sua cintura e a puxou contra seu corpo. — E por que não?
A respiração dela ficou presa na garganta.
— Porque isso não é normal.
Theo sorriu, um sorriso perigoso.
— Eu nunca disse que sou um homem normal, Olívia.
E então ele a beijou novamente.
Entre Razão e Desejo
Dessa vez, Olívia tentou resistir. Mas foi inútil.
O beijo de Theo era exigente, possessivo. Ele a segurava como se quisesse marcá-la, mostrar a ela que não havia outra escolha além dele.
As mãos dele deslizaram para seus quadris, apertando-a com firmeza, e uma onda de calor percorreu o corpo dela. O perfume amadeirado, o toque quente, o desejo que queimava entre eles—era demais para lutar contra.
Olívia gemeu baixinho contra seus lábios, e isso pareceu quebrar qualquer barreira que ainda restava entre eles.
Theo a pegou no colo com facilidade, carregando-a pela sala sem interromper o beijo. O mundo girava ao redor dela, mas nada importava além do homem que a segurava com tanta firmeza.
Ele a colocou sobre a mesa de mármore da cozinha e se posicionou entre suas pernas, mantendo-a presa.
— Me diga para parar.
A voz dele era um desafio.
Mas Olívia não disse nada.
Porque ela não queria que ele parasse.
Theo sorriu como se já soubesse a resposta.
— Boa garota.
Então, seus lábios desceram para o pescoço dela, traçando um caminho de beijos e mordidas suaves que a fizeram arfar.
Os dedos dele deslizavam pela lateral do corpo dela, provocando, testando os limites de sua resistência.
— Você sabe o que eu quero, Olívia.
Ela fechou os olhos, tentando se agarrar a um último resquício de controle.
— E o que você quer?
Theo segurou seu queixo, obrigando-a a encontrá-lo.
— Quero você na minha cama. Hoje. Agora.
O desejo queimava nos olhos dele, e Olívia sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
Ela deveria recuar.
Mas como poderia recuar quando seu próprio corpo gritava para se entregar?
A Decisão
A respiração de Olívia estava errática. Ela olhava para Theo, para a intensidade em seu olhar, para o perigo que ele representava.
Era loucura.
Mas ela queria.
— Diga, Olívia — Theo exigiu.
Ela umedeceu os lábios, sentindo a boca seca.
— Sim.
Foi tudo o que precisou.
Theo a pegou pela mão e a levou para seu quarto sem hesitar.
E naquela noite, não havia mais dúvidas, não havia mais barreiras.
Havia apenas desejo, perigo e um homem que não aceitava um ‘não’ como resposta.
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