O relógio na parede parecia ecoar com um som de marteladas a cada segundo que passava, mas para Olívia, o tempo havia parado. Ela estava ali, na sua própria mente, tentando juntar as peças de uma realidade que parecia estar desmoronando diante dela. A dor era insuportável, uma sensação de sufocamento, de perda, que ela não sabia como lidar. O que deveria ser uma paixão avassaladora havia se tornado um veneno que se infiltrava nas suas veias, corroendo tudo ao seu redor, até sua essência. Theo havia ultrapassado o limite. Ele havia feito algo impensável, algo que nem mesmo ela sabia como processar. A imagem de seu rosto se misturava com a lembrança das palavras dele, de como ele, com uma frieza inacreditável, desmantelara qualquer resquício de confiança que ela ainda pudesse ter. O homem q

