A noite caía com uma suavidade incomum para a cidade que nunca dorme. As luzes da metrópole brilham como estrelas artificiais, criando um cenário que parecia distante e intocado. No entanto, dentro de si, Olívia sentia um turbilhão de emoções que não podia controlar. As palavras de Theo ainda ecoavam em sua mente, e seu corpo, como sempre, se lembrava dele de maneira quase imperceptível, mas incontrolável. Ela estava sozinha em seu apartamento, sentada na varanda, olhando para o horizonte, mas sem realmente ver. Pensava em tudo o que acontecera entre ela e Theo, o amor, os jogos, o prazer, mas também as mentiras e a dor. Ele era um veneno doce, uma tentação que a consumia de dentro para fora, deixando-a sem forças, incapaz de resistir. O problema não era que Theo fosse apenas perigoso –

