A cada dia, Olívia sentia-se mais dividida. A relação com Theo, que começara como uma conexão explosiva, parecia agora uma batalha silenciosa entre a paixão e a liberdade, entre a entrega e a luta por sua própria autonomia. O dilema que agora habitava em seu peito a consumia de maneira profunda: estava ela realmente no controle de sua vida, ou estava se tornando apenas mais uma peça em um jogo que Theo dominava com maestria? Era uma tarde de primavera quando a dúvida se instalou em sua mente com força. Olívia estava em seu apartamento, sentada na varanda, observando a cidade lá embaixo. O barulho das ruas parecia distante, como se tudo ao seu redor fosse uma tela embaçada. Ela estava tentando se concentrar no que estava acontecendo dentro de si, mas as lembranças dos momentos que teve com

