O sol se punha lentamente, tingindo o céu de tons dourados e vermelhos. Olívia estava deitada na cama, os lençóis ainda amassados pelo tumulto de uma noite de desejo, mas seu corpo estava inquieto, como se algo a estivesse consumindo por dentro. Ela não sabia como explicar o que sentia, mas a tensão era palpável. Algo havia mudado em Theo, algo que ela não conseguia entender. Havia algo de perigoso em seus olhos, uma possessividade crescente que a deixava desconfortável. Ela sabia que estava perdendo o controle, mas ainda acreditava que poderia dar um passo atrás, que poderia ser racional, que poderia, talvez, escapar de todo o turbilhão emocional em que estava se enfiando. Mas Theo estava mais presente, mais impositivo, e mais ciumento. E isso a assustava. Olívia se levantou da cama, a

