Capítulo 5 – Brincando com Fogo

1118 Words
O ambiente ao redor deles estava carregado de tensão, como se o ar tivesse se tornado mais espesso, vibrando com a promessa de algo que não poderia mais ser negado. Olívia estava consciente de cada respiração que tomava, de cada batida do seu coração, que parecia acelerar a cada olhar que Theo lançava nela. A proximidade entre eles estava se tornando insuportável, como se estivessem prestes a colidir em um beijo tão ardente quanto irresistível. Ela o observava de canto de olho, tentando esconder a confusão e o turbilhão de emoções que estavam se formando dentro dela. Theo estava sentado à sua frente, os dedos entrelaçados com os seus, seu toque firme, quase possessivo, como se já a estivesse marcando, deixando claro que ela não poderia mais escapar. Seus olhos eram como faróis, iluminando tudo o que ela não queria ver, tudo o que ela estava tentando esconder de si mesma. "Você está com medo de mim?", Theo perguntou, sua voz suave, mas cheia de uma tensão que não passava despercebida. Ele havia notado o jeito dela, a forma como tentava se afastar um pouco, mas não o suficiente. Ele queria ver até onde ela estava disposta a ir. Olívia desviou o olhar, tentando esconder o que sentia. O medo? Era inevitável, mas também havia algo muito mais forte, uma atração tão intensa que ela não sabia como lidar com ela. Era como brincar com fogo, uma chama que queimava sem piedade, fazendo-a se aproximar ainda mais de algo que sabia que mudaria sua vida para sempre. "Não, não estou com medo", ela respondeu, a voz tremendo de um modo que ela tentou disfarçar, mas não conseguiu. "Eu... apenas não sei o que fazer com tudo isso." Ela estava mentindo. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo com ela. Havia algo em Theo, uma aura de poder e desejo, que fazia com que ela se sentisse frágil, vulnerável e, ao mesmo tempo, mais viva do que nunca. Era como se ele tivesse o controle, não apenas do corpo dela, mas também da sua mente e do seu coração. Mas ela não queria admitir isso para si mesma. Theo sorriu, um sorriso de quem sabe exatamente o que a outra pessoa está tentando esconder. Ele se inclinou ligeiramente para frente, seu rosto agora a poucos centímetros do dela, o calor de seu corpo irradiando para ela, preenchendo o espaço entre os dois com uma eletricidade palpável. "Eu te disse que você não pode negar o que sente, Olívia", ele sussurrou, e suas palavras caíram sobre ela como uma ordem. "E você sabe que é verdade." Ela olhou para ele, seus olhos profundos e inquebrantáveis, e naquele momento, ela sentiu como se estivesse sendo puxada para ele, como se algo dentro dela estivesse cedendo. A ideia de lutar contra essa atração parecia absurda, como tentar deter uma onda prestes a engolir tudo à sua frente. Seus lábios estavam tão perto dos dele que ela podia sentir sua respiração quente, entrecortada, tocando sua pele. A intensidade estava nas suas veias, na pulsação de seus corpos, no silêncio que havia caído ao redor deles, preparando o terreno para o que estava prestes a acontecer. "Eu não posso te dar o que você quer, Theo", Olívia sussurrou, sua voz suave, mas cheia de uma tensão indescritível. Ela não estava falando apenas sobre o beijo. Estava falando sobre tudo. O que ela não sabia era que suas palavras eram apenas um reflexo daquilo que ela mais desejava, mas que estava com medo de aceitar. Theo, no entanto, não parecia se importar com as palavras. Ele estava totalmente focado nela, nos seus olhos que estavam começando a se perder em sua própria reflexão. Ele levantou a mão, tocando suavemente o rosto dela, o movimento sendo tão delicado quanto preciso, como se estivesse contemplando cada centímetro de sua pele. O toque de Theo a fez estremecer, como se um fio invisível a conectasse a ele de uma forma inexplicável. Era impossível ignorar a química entre eles. "Você diz isso, mas seu corpo fala outra coisa", Theo disse, sua voz grave, embriagada pelo desejo. Ele inclinou-se ainda mais, até que seus lábios quase roçaram os de Olívia. Ela podia sentir o calor de sua boca, a força com que ele estava se controlando, como se estivesse esperando um sinal, uma permissão, para finalmente ceder. O silêncio pairou no ar, pesado, como se o universo inteiro estivesse esperando por aquele momento. Theo não se afastou, seus olhos fixos nos dela, e então, como se fosse um comando silencioso, ele tocou seus lábios nos dela, primeiro de forma leve, quase como uma promessa. A pressão foi suave, mas suficiente para acender uma chama no fundo da alma de Olívia. Ela podia sentir a força do beijo, o desejo que ele estava transmitindo, mas ao mesmo tempo, havia uma doçura nele que a confundia. Ela estava ciente de que algo estava prestes a acontecer. Algo que não poderia mais ser revertido. A mão de Theo deslizou para a nuca dela, puxando-a ainda mais para perto, e a intensidade aumentou. O beijo se aprofundou, agora sem qualquer hesitação, sem qualquer reserva. Os lábios de Theo estavam exigentes, explorando os dela com uma fome que Olívia nunca imaginara sentir. Ela não conseguia se controlar, se entregando completamente, deixando-se envolver pelo momento, pelo fogo que se acendia entre os dois. O beijo de Theo era um convite para a perdição, e Olívia não queria resistir mais. Ela sentiu a língua dele tocar a sua, deslizando com um ritmo possessivo, como se estivesse marcando território, mas ao mesmo tempo, como se estivesse perguntando se ela estava pronta para ir mais fundo. O desejo crescia dentro dela, quente e feroz, como uma tempestade que não podia ser parada. Ela respondeu com a mesma intensidade, seus corpos agora completamente alinhados, o calor entre eles crescente, como se fossem feitos um para o outro. Quando finalmente se afastaram, ofegantes, seus rostos estavam vermelhos, e os olhos de Theo estavam intensos, como se ele soubesse que a linha entre o controle e a rendição havia desaparecido. Olívia, por outro lado, estava completamente sem palavras, seu corpo ainda pulsando com a sensação do beijo, com a intensidade de tudo o que acontecera. Ela sabia que aquele momento mudaria tudo. O fogo que Theo havia acendido dentro dela agora era impossível de apagar, e ela se perguntava se algum dia seria capaz de controlá-lo. "Você não vai mais fugir de mim, Olívia", Theo disse, sua voz suave, mas cheia de um poder irresistível. "Agora, é tarde demais." Olívia não respondeu. Ela não precisava. O que estavam compartilhando era mais forte do que qualquer palavra poderia expressar. Ela já estava perdida.
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