Eu estava com os olhos fechados, sentado naquela p***a de varanda que dava vista pro nada, mas que, ao mesmo tempo, me lembrava de tudo que eu já fui e ainda sou. O vento batia no meu rosto, trazendo o cheiro dela. Nina. Minha pequena. Aquele perfume inocente misturado com o pecado que ela mesma insiste em provocar. Minhas mãos estavam soltas sobre as coxas dela, deslizando na pele macia como se fossem minhas desde sempre. Eu não precisava ver, eu sentia. Cada arrepio dela, cada p***a de suspiro contido, cada mordida no lábio. Essa garota pensa que me engana, mas não existe mentira no corpo dela. Ela fala sem abrir a boca. Ela me chama sem soltar a voz. Quando abro os olhos, dou de cara com o olhar dela cravado em mim. Vermelha. Corada. Como se fosse uma criança cometendo um pecado. Mas,

