Depois que Caio sumiu na escuridão do depósito, ficou um silêncio estranho. Não era paz. Era aquele tipo de silêncio que só existe quando algo foi quebrado por dentro e ainda não fez barulho suficiente pra todo mundo ouvir. Eu fiquei parado por alguns segundos, olhando para o ponto onde ele tinha estado. Minha cabeça girava. As palavras dele ecoavam como tiros m*l dados, ricocheteando dentro de mim. “Projeto Erik.” “Te odiar pra sobreviver.” “Eu já desisti.” Passei a mão no rosto, sentindo a pele quente, o corpo ainda tremendo. Não era só a dor do ferimento no ombro. Era algo mais profundo, mais antigo. Era como se eu tivesse acabado de descobrir que uma parte de mim foi arrancada anos atrás… e devolvida agora, distorcida, afiada. — Erik… — a voz da Samanta veio de trás, baixa, caute
Download by scanning the QR code to get countless free stories and daily updated books


