PERIGO A ESPREITA

1037 Words
A escuridão ainda dominava Trabzon quando Laura acordou com o coração acelerado. O vento frio do Mar n***o assobiava pelas ruas estreitas, carregando consigo o medo de Eduardo a cada esquina. Ela apertou Malu contra o peito, sentindo o corpo pequeno tremer de sono e ansiedade. A fuga até ali havia sido silenciosa, mas agora algo estava errado. No atelier de Selim, sussurros entre cortinas e tapetes indicavam que alguém observava. Selim aproximou-se discretamente, os olhos cheios de preocupação: — Laura… ouvi dizer que um homem, perguntando sobre vocês, esteve na praça hoje cedo. Parece que a informação vazou. Tome cuidado. O peito de Laura gelou. A primeira ameaça real estava próxima. A sensação de perigo era sufocante. Cada passo na cidade agora era calculado, cada sombra podia esconder Eduardo. Fatma, da Pousada do Sol, mostrou-se ainda mais crucial. Mudou o quarto para um andar menos visível, deixou bilhetes falsos espalhados e providenciou rotas alternativas caso precisassem sair. Ela entendia o risco e não hesitava em colocar a sua própria segurança em segundo plano. Ayla, a mulher do café, apareceu na calada da noite, trazendo sacolas de comida e roupas quentes. — Amanhã, vou levá-las por um caminho seguro até um local que ninguém vai desconfiar — disse, a voz firme e os olhos preocupados. Malu, agarrada à mão da mãe, sentiu o clima de urgência. — Mamãe… ele vai nos achar? Perguntou, a voz trêmula. Laura respirou fundo, engolindo o medo, e respondeu com firmeza: — Não, meu amor. Enquanto estivermos juntas, ninguém poderá nos tocar, não se preocupe. Mas cada palavra parecia frágil diante da iminência do perigo. Cada ruído distante, cada sombra que se movia nas ruas estreitas de Trabzon fazia o coração de Laura acelerar. A perseguição de Eduardo não era apenas uma ameaça; era um espectro que pairava sobre elas, pronto para devorar qualquer descuido. Enquanto a lua refletia no Mar n***o, Laura sabia que as próximas horas seriam decisivas. Cada aliado, cada gesto de solidariedade, seria crucial. E mesmo cercadas de medo, ela descobriu que a sua coragem, alimentada pelo amor à filha, era a arma mais poderosa contra as sombras à espreita. O vento cortante das montanhas de Trabzon fazia as folhas das árvores baterem contra as janelas da pensão, como se a própria cidade sussurrasse alerta. Laura segurava Malu contra o peito, sentindo o coração da filha pulsar rápido. Cada passo fora planejado, mas mesmo assim, o medo parecia estar um passo à frente. Eduardo estava mais próximo do que jamais estivera, e Laura sabia que qualquer erro poderia custar tudo. A noite anterior trouxe sinais claros: vizinhos curiosos, olhares estranhos na rua, rumores sobre uma mulher e uma menina à procura de abrigo. Laura sabia que alguém poderia ter falado demais, e agora precisavam se mover antes que Eduardo descobrisse o esconderijo. Selim, no atelier, havia preparado um plano: rotas alternativas pelas ruas estreitas, lugares para se esconder rapidamente, avisos discretos sobre qualquer presença suspeita. Fatma, da pousada, forneceu roupas e lenços para que Laura e Malu pudessem se misturar à multidão caso necessário. Ayla, sempre atenta, estava pronta para levá-las de carro a um ponto seguro, longe do centro da cidade. — Mamãe… ele vai nos achar mesmo? — Malu sussurrou, apertando a mão da mãe. Laura respirou fundo, tentando controlar a própria ansiedade. — Não, meu amor… vamos enganá-lo. Mas precisamos ser rápidas e silenciosas. A cada passo pelas ruas estreitas, Laura sentia a pressão aumentar. O coração disparava a cada sombra que se movia, a cada ruído distante. A cidade, que antes parecia um refúgio, agora se tornava um labirinto de perigo. Chegando ao carro de Ayla, Laura olhou para trás, imaginando Eduardo em algum ponto, observando, esperando. Entrou silenciosamente, abraçando Malu, e sentiu uma onda de alívio misturada a tensão. Cada ato de bondade, cada aliado, cada caminho seguro, era agora uma questão de vida ou morte. Enquanto o carro sumia na escuridão da estrada sinuosa, Laura compreendeu que a liberdade exigiria sacrifícios, coragem e decisões extremas. Entre a cruz do medo e a espada da perseguição, ela tinha apenas uma certeza: proteger Malu a qualquer custo, mesmo que isso significasse enfrentar o próprio inferno. O vento cortante das montanhas de Trabzon fazia as folhas das árvores baterem contra as janelas da pensão, como se a própria cidade sussurrasse alerta. Laura segurava Malu contra o peito, sentindo o coração da filha pulsar rápido. Cada passo fora planejado, mas mesmo assim, o medo parecia estar um passo à frente. Eduardo estava mais próximo do que jamais estivera, e Laura sabia que qualquer erro poderia custar tudo. A noite anterior trouxe sinais claros: vizinhos curiosos, olhares estranhos na rua, rumores sobre uma mulher e uma menina à procura de abrigo. Laura sabia que alguém poderia ter falado demais, e agora precisavam se mover antes que Eduardo descobrisse o esconderijo. Selim, no atelier, havia preparado um plano: rotas alternativas pelas ruas estreitas, lugares para se esconder rapidamente, avisos discretos sobre qualquer presença suspeita. Fatma, da pousada, forneceu roupas e lenços para que Laura e Malu pudessem se misturar à multidão caso necessário. Ayla, sempre atenta, estava pronta para levá-las de carro a um ponto seguro, longe do centro da cidade. — Mamãe… ele vai nos achar mesmo? — Malu sussurrou, apertando a mão da mãe. Laura respirou fundo, tentando controlar a própria ansiedade. — Não, meu amor… vamos enganá-lo. Mas precisamos ser rápidas e silenciosas. A cada passo pelas ruas estreitas, Laura sentia a pressão aumentar. O coração disparava a cada sombra que se movia, a cada ruído distante. A cidade, que antes parecia um refúgio, agora se tornava um labirinto de perigo. Chegando ao carro de Ayla, Laura olhou para trás, imaginando Eduardo em algum ponto, observando, esperando. Entrou silenciosamente, abraçando Malu, e sentiu uma onda de alívio misturada a tensão. Cada ato de bondade, cada aliado, cada caminho seguro, era agora uma questão de vida ou morte. Enquanto o carro sumia na escuridão da estrada sinuosa, Laura compreendeu que a liberdade exigiria sacrifícios, coragem e decisões extremas. Entre a cruz do medo e a espada da perseguição, ela tinha apenas uma certeza: proteger Malu a qualquer custo, mesmo que isso significasse enfrentar o próprio inferno.
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