Júlia levantou, deixando as lágrimas escorrerem silenciosas, e se sentou no sofá, os olhos fixos no chão, tentando organizar os pensamentos. Os dois se ajoelharam diante dela, cada um segurando suas mãos, olhando para ela com o coração aberto. Jefferson falou primeiro, a voz embargada: — Me perdoa… por nunca ter contado a verdade. No dia em que eu cheguei, eu tinha que ter te dito que eu era seu cunhado, que estava apaixonado por você há anos… mas era seu cunhado. Eu não podia deixar você pensar que estava com o seu marido… e eu não fiz isso. Eu errei. Gabriel respirou fundo, as mãos tremendo, e disse: — E eu errei por esconder que eu tinha um irmão gêmeo. Você não teve culpa… você só achou que estava comigo. Somos idênticos mesmo. Na escola, fazíamos isso… pegamos a mesma menina. Mas

