Narração de Isabel Quando abri a porta e vi Muralha parado ali, uma parte de mim quis mandá-lo embora sem dizer nada. Meu coração ainda estava machucado pelas palavras dele, pelas brigas, pela forma como ele parecia sempre escolher o orgulho em vez de nós dois. Mas, ao mesmo tempo, ver ele ali, com aquele olhar que misturava culpa e determinação, me desarmou. Eu sabia que ele não era um homem perfeito, longe disso. Mas ele era meu caos. — O que você tá fazendo aqui, Muralha? — perguntei, tentando manter a voz firme, mesmo que por dentro eu estivesse desmoronando. Quando ele começou a pedir desculpas, meu coração quis acreditar em cada palavra. Mas a mágoa era mais forte. -- Depois de tudo que você falou pra mim? Eu joguei as palavras na cara dele como um escudo, mas ao mesmo tempo, e

