continuação Narração de Gaspar Beatriz sempre soube como chamar atenção, mesmo sem tentar. Desde o baile, eu não conseguia tirar a imagem dela dançando com Isabel da cabeça. Não era só pela roupa ou pelos olhares dos outros caras no posto. Era pelo fato de que ela parecia ser livre demais pra alguém como eu segurar. Estava no refeitório do posto, esperando uma reunião com os aliados do Muralha, quando vi Beatriz rindo com um dos vapores mais jovens. Um moleque, nem metade homem ainda, mas que se achava o galã do morro. Ela ria das gracinhas dele, enquanto mexia na comida. Era o tipo de cena que fazia meu sangue ferver, mas eu tentava manter a calma. Não ia bancar o inseguro. Só que quando ele esticou a mão pra tocar no braço dela, foi a gota d’água. Levantei da mesa, caminhei até ele

