Capítulo 5: (Narração de Muralha) Ela adormeceu nos meus braços, e por mais que eu tentasse me afastar, algo me impedia. O jeito como Isabel se agarrava a mim, mesmo no sono, como se eu fosse sua única âncora naquele momento, me prendia ali. Eu nunca fui o tipo de homem que dorme acompanhado. Sempre achei que dividir o espaço com alguém era uma fraqueza, uma porta aberta pra problemas. Mas com ela era diferente. Naquela cama, com Isabel encostada no meu peito, sentindo a respiração dela acalmar aos poucos, eu me vi em um lugar que nunca imaginei. --- A luz da lua entrava pela janela, iluminando o rosto dela. Era a primeira vez que eu conseguia olhar pra Isabel sem aquela máscara de médico, de mulher que enfrentava tudo e todos no posto. Ali, nos meus braços, ela parecia mais humana,

