Narração de Muralha No morro, quem manda sou eu. E quando alguém acha que pode desafiar minha posição, faço questão de mostrar quem é que dá as ordens. Mas quando essa provocação envolve a Isabel, não tem conversa. É guerra. — Chefe, o cara tá na salinha. — Gaspar me avisou enquanto caminhávamos. — E o recado? — perguntei, sem esconder a raiva. — Parece que veio direto do Fênix. Ele tá de olho na patroa. Senti o sangue ferver. Fênix tava brincando com fogo, achando que podia tocar na minha fraqueza. Mas ele não entendia que, por ela, eu ia até o inferno. Na salinha Quando entrei, o cara tava amarrado na cadeira, com a cara já marcada pelas "boas-vindas" dos meus homens. Ele tentou se fazer de durão, mas era só pose. Todo mundo quebra. — Tá confortável aí? — perguntei, encostando na

