Capítulo 4: (Continuação - Narração de Muralha) Ela ficou ali, encostada no meu peito, respirando fundo, como se tentasse se acalmar. Minhas mãos ainda estavam na cintura dela, segurando firme, mas sem força, com medo de que ela se afastasse. Eu sabia que, pra ela, aquele beijo talvez tivesse sido um impulso, um momento de vulnerabilidade. Pra mim, não era. Eu já tinha percebido há algum tempo que Isabel mexia comigo de um jeito que ninguém mais fazia. Mas foi só quando vi aquele desgraçado tocando nela que tudo ficou claro. Isabel não era só uma mulher no meu morro. Ela era minha, e só de pensar que alguém tinha ousado tocar nela daquele jeito, minha raiva crescia de novo. Respirei fundo, tentando me controlar. Ela precisava de calma agora, não de um louco explodindo na frente dela.

