Filipe estacionou o carro próximo à praça principal da vila, o motor resmungando levemente antes de silenciar. Com os envelopes dos pagamentos firmemente em mãos, ele desceu, ajeitando a camisa polo com um gesto automático. O sol do meio-dia escaldava, e as ruas estavam movimentadas, cheias de moradores resolvendo seus próprios afazeres. Ele reconheceu rostos conhecidos, acenando com a cabeça ou trocando sorrisos cordiais enquanto se dirigia ao pequeno escritório de contabilidade onde precisava entregar o dinheiro. Na saída, encontrou Lucas, um velho amigo de infância, sentado à sombra de uma árvore na praça, com um copo de limonada à mão. — Filipe! Há quanto tempo, cara! Senta aqui, vamos conversar um pouco — chamou Lucas, com seu sorriso habitual. Filipe hesitou. Ainda tinha mais dois

