Conhecimentos.

1034 Words
- Sabe mesmo...então me dê isso, por favor! - me ajoelho perante à Deus. - Não posso...- ele me estende à mão. - Por quê? - seguro a mão dele e ele me leva para uma janela enorme, nela consigo ver minha irmã dançando em meu quarto. - Marianne...- me aproximo da janela e começo à chorar. - Já te contaram como funciona o nosso tempo? - ele me encara. - Não... - Um dia no paraíso é um ano no mundo dos humanos, você já está aqui há quase dois dias, logo será... - Dois anos na Terra...então...eu. - Sim, eles estão fortes superando sua morte. - ele coloca à mão em meu ombro. - Te mandar de volta para a mesma família, seria bom e r**m ao mesmo tempo, há vários anjos aqui, eles eram humanos no passado e tiveram que seguir em frente, então enviar você causaria uma rebelião. - ele suspira cansado. - Como sabia meu nome e minha família? - olho fixamente para ele. - Eu sou o seu Deus e também o homem que te desenhou e te enviou para a família Galaretto, eu sou o pai de bilhões de pessoas, conheço cada uma. - ele sorri. - Deve ser difícil viver vendo alguns de seus filhos pecarem... - Você é uma! - ele passa a mão na minha cabeça. - Evitava ir á igreja sempre que podia... - Eu não acreditava nisso, na verdade cresci dançando...dormia pensando em qual espetáculo estaria amanhã... - Eu sei...bom, só posso fazer uma coisa para você, apagar todas as lembranças da sua vida passada, ou reencarnar você, faço algum casal ter um filho... - Não...se não posso voltar para minha verdadeira família, não quero nada...- olho para baixo e escuto a voz da minha mãe rapidamente. - Sei di nuovo nella stanza di tua sorella? (Você está de volta no quarto da sua irmã?) - Claro! Vou me tornar bailarina e ser um orgulho para Amy! - ela sorri. - Acredito em você querida! Aposto que sua irmã acredita também! - ela abraça minha irmã. - Vamos seguir em frente, é isso que ela deseja... - Mamãe...- toco o vidro da janela. - Não fique pensando no passado, apenas viva minha filha, faça um futuro no qual não se arrependa. - ele sorri. - Por quê...não me lembro de como morri? - pergunto limpando minhas lágrimas. - Sua morte não foi planejada, se lembrará em breve.  - Entendo...o senhor deve ter mais problemas, me perdoe por invadir sua casa, estou me retirando. - me curvo novamente. - Tome cuidado quando voltar para casa! Tenha uma boa tarde e não precisa usar mais a tipoia. - ele sorri colocando a mão em minha cabeça, com certeza ele havia me curado só de tocar em mim. Saio para fora da sala e já encontro Mariel com ódio nos olhos, ela puxa meu braço em direção á saída e segura minha cintura voando comigo para cima. - Você é realmente forte! - digo impressionada, porém ela não me responde nada.  *MINUTOS DEPOIS NO APARTAMENTO* - O que você fez foi irresponsável! Não vou permitir que uma aluna minha faça isso novamente! - ela diz furiosa. - Para você é fácil...aposto que nunca perdeu ninguém importante em sua família! É um anjo, é imortal! - respondo. - Não somos imortais! - ela me encara. - Demônios conseguem m***r anjos que não treinam o suficiente! Não me conhece! Não sabe nem metade do quê passei...então não faça mais isso! Está de detenção, quatro dias sem treino! - ela sai batendo a porta com força. - Nem queria treinar mesmo...- digo em voz baixa. - Minha irmã está uma fera com você, né?! - Mael aparece saindo do banheiro. - Como entrou aqui? - pergunto surpresa. - Ganhei uma cópia da chave, pela minha irmã. - ele sorri se sentando no sofá. - Está sem a tipoia?  - Deus me curou. - digo. - Até parece...ESPERA! É por isso que Mariel estava brava? INVADIU A CASA DO SENHOR?!  - Precisava falar com ele, então... - Cara! Você é doidinha da cabeça! Por quê fez isso?  - Eu queria minha vida de volta...não consigo me adaptar com este lugar! - digo olhando a vista do prédio. - Maldito anjo que me deixou morrer...ele só tinha uma função e nem isso conseguiu cumprir! - digo batendo forte no vidro. - Ele te falou sobre o anjo que não lhe salvou?  - Não, na verdade nem perguntei...la m***a è già fatta! ( a m***a já está feita!) - Levou detenção, então ficará em casa esses dias, gostaria de passear? - ele pergunta sorrindo de leve. - Você tem sido um belo cavalheiro por todo esse tempo, me pergunto o porquê...desde que cheguei, você e sua irmã me ajudaram, então não quero ser um estorvo. - digo cabisbaixa. - Não é um estorvo! - ele sorri colocando a mão em meu ombro. - Você é bastante sexy sabia?! - digo sorrindo. - Assim do nada? - ele arregala os olhos surpreso. - Claro! Vive de armadura, é um homem másculo, na Itália se nos víssemos juntos, diriam que somos um belo casal.  - Não entendi, está se candidatando à minha namorada? - ele se aproxima tentando me provocar. - Não seja convencido! - digo séria. - Nunca namorei ninguém, embora existisse muitos pretendentes, sempre pensava no balé. - sorrio olhando para a janela. - Mas agora você não é mais bailarina. - ele se aproxima olhando para mesma. - Posso te perguntar uma coisa? - digo encarando ele. - Sim. - Por quê usa a máscara prata?  - Tenho uma cicatriz, um arranhado na verdade...não afetou meu olho, mas odeio ela. - ele diz rapidamente. - Pensei que anjos fossem imortais, por quê não invadiu a casa do senhor e pediu para ele te curar? - pergunto curiosa. - Mariel me mataria se fizesse isso...- ele sorri de leve. - A cicatriz não me atrapalha em nada, então... - Foi um demônio, não foi? - Sim...preciso ir para um lugar...já que não quer sair. - ele sorri indo embora. Ele sempre foge...parece que esconde algo de mim, mas o que seria?
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