Cat - Continua Dinheiro passava de uma mão pra outra. Cartões passavam pela maquininha com naturalidade. Nada era escondido. Tudo era organizado. E eu, plantada naquele sofá, era tratada como se não fizesse parte daquilo. Como se estivesse acima, quando na verdade eu só estava em outro estágio do mesmo processo. Alguns homens tentavam disfarçar a curiosidade, fingindo que olhavam para a decoração, para as garrafas, para o palco onde uma banda se preparava. Mas, quando achavam que eu não repararia, desviavam o olhar na minha direção e demoravam um pouco mais do que o aceitável. Outros não se davam ao trabalho de fingir. Me encaravam abertamente, de cima a baixo, como se me despíssem com os olhos, como se calculassem quanto estariam dispostos a pagar para serem os primeiros. Parecia que

